Minha adolescência com George W. Bush

Em 2004, eu tinha 16 anos e ainda pensava em ser um jornalista. Mas tinha o meu inimigo de coração, o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Meus colegas não concordavam com suas atitudes como a Guerra ao Terror. Mas porque um adolescente se preocupa com o mundo que vive invés de conquistar uma garota e viver as porralouquices dessa fase tão curta de nossas vidas e que nos ensina muita coisa.

Tudo começou quando teve aquela confusão sobre a apuração na Flórida. Os Estados Unidos viraram motivos de chacota por ainda contarem os votos manualmente. W foi eleito após uma decisão controversa da Suprema Corte. De um presidente mediano virou um paladino do mundo ocidental diante dos atentados de 11 de setembro de 2001. A nação americana iniciou sua busca perdida por Osama Bin Laden e invadir países que considerava o eixo do mal.

Mas a minha adolescência começou com a presepada da Guerra do Iraque. Aos 14 anos, ficava de plantão acompanhando a tv para ver tal conflito começando naquele 20 de março de 2003 (isso era o prenúncio de meu trabalho como observador deste planeta). Ao mesmo tempo que dava um jeito de ficar na escola a tarde na sexta-feira para fazer trabalhos e ver as garotas dançando (coisa de garoto esforçado como este que vos fala).

E assim criei um senso de humor que era refinado ao ouvir o Pânico, ler as crônicas de Carlos Eduardo Novaes e escutar o meu hino de adolescente, American Idiot, do Greenday. Mas quando Bush era reeleito em 2004. Eu e meu colega esquerdista Jonathan ficávamos nos perguntando como uma nação como os Estados Unidos poderia reeleger um idiota como W. Era o sinal de que eu teria muito trabalho pela frente para tirar sarro deste homem.

Aos 18 anos, eu comemorei como nunca quando os republicanos perderam a maioria no senado e na câmara dos representantes. A capa da Veja onde W. estava em um barril foi uma diversão da minha vida. Mas este era o sinal do fim da minha adolescência. Ver um pato manco como George W. Bush com as suas gafes encerrava está fase da vida que vivi de forma interessante e da qual lembro com orgulho quando ouço American Idiot.

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