Jornalismo e democracia

Hoje, conversei com o âncora britânico Alistair Stewart. Ele sempre twitta durante as corridas de Formula 1. Mas nesse domingo, ele criticou o jornalismo que é influenciado por um viés político como os jornais conservadores e a própria BBC. No Reino Unido, os diários de direita uma posição refratária a qualquer ideia de esquerda como a ascensão do parlamentar trabalhista Jeremy Corbyn ou a BBC faz um duelo com o governo de plantão por sua ideologia de independente.

Eu lembrei de uma frase de uma lenda do jornalismo britânico, Alistair Burnett. Ele morreu em 2012 e apresentou o ITV News At Ten por 25 anos. Ele sempre dizia que a notícia é uma coisa importante para a democracia. A população sempre quer a sua inteligência respeitada e ter os fatos políticos como uma análise pragmática e questionar tanto a oposição quanto o governo como uma forma de esclarecer os meandros da informação.

Os jornais e revistas adotam posições políticas como forma de honestidade intelectual com as pessoas. Mas não fecham os olhos para os erros dos governantes que apoiam por mais que tenha uma ligação ideológica. Burnett era uma referência em jornalismo por ser imparcial no mundo da parcialidades. Suas perguntas duras e sensatas sempre diferenciavam da rigidez de um jornalista da BBC como finado Robin Day ou editor de política da emissora na Era Thatcher, John Cole (morto em 2013).

Em uma democracia recente como o Brasil. A idéia de independência editorial precisa ser fortalecida e precisamos melhorar nossa cobertura de política. Isso exige que nós expulsemos os nossos preconceitos ideológicos porque o jornalismo não é de esquerda ou de direita, mas o jornalista pode ser tanto um liberal quanto um conservador. A população e órgãos de imprensa precisam criar uma relação de confiança baseada na honestidade e transparência.

Se a notícia é essencial em uma democracia como disse Sir Alistair Burnett. Devemos compreender o esforço intelectual de entender os bastidores do poder e procurar fazer uma prestação de serviço público onde a população tem uma arma de fiscalização do trabalho das instituições como executivo, judiciário, legislativo e a própria imprensa. O trabalho de um jornalista só termina quando um leitor se sente informado sobre o seu cotidiano e o mundo ao seu redor.

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