O futuro da BBC

A grande questão midiática que se discute no Reino Unido é a renovação do decreto real (Royal Charter) que criou a BBC. Enquanto as negociações seguem de maneira dura. A editoria de mídia do jornal britânico The Guardian publicou um excerto do livro The BBC Today: Future Incertain, do jornalista Ray Snoddy onde são expostos os bastidores da negociações entre os executivos da rede de tv pública junto com setores do governo.

A pergunta que fica é como será feito o financiamento da BBC diante da proposta do chancellor of excherquer (ministro das finanças) George Osborne de permitir que pessoas com mais de 75 anos de idade não possam pagar o license fee (uma taxa cobrada para que um britânico possar ter licença para ter um aparelho de TV). Tal imposto serve para financiar a operação da BBC que inclui canais de televisão e serviços da rádio.

Enquanto o diretor-geral da corporação, Tony Hall tenta convencer o governo conservador sobre a importância da manutenção da estrutura atual. Mas a grande questão é a BBC é muito cara para ser mantida pelo estado britânico por mais que seja uma empresa muito eficiente com os seus gastos segundo a auditoria da PwC. Mas o Osborne exige o fechamento de dois canais de tv, a BBC 2 e a BBC 4 além do fim dos serviços nacionais de rádio na Irlanda do Norte, País de Gales e Escócia.

Desde que os conservadores chegaram ao poder no Reino Unido em 2010. O repasse da License Fee foi congelado além de milhares de pessoas foram demitidas para atender a nova realidade da corporação. As discussões serão duras pelo fato de Tony Hall defender uma BBC pronta para os desafios do futuro, mas enfrentando criticos poderosos como o secretário de cultura John Whittingdale, que defende que a empresa faça somente prestação de serviços.

O debate sobre o futuro da BBC vai exigir uma ampla discussão sobre o conceito de rádio e TV públicas. Whittingdale e Hall terão que acertar os ponteiros sobre o futuro da corporação. Isso vai exigir que ambos os lados apresentem propostas que possam proteger os interesses da BBC ao mesmo tempo que os gastos da emissoras sejam mantidos. Essa promete ser uma longa batalha na mídia britânica e a sua mais respeitada instituição chamada BBC.

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