Blair defende New Labour contra o Old Labour de Corbyn

http://www.theguardian.com/commentisfree/2015/aug/12/even-if-hate-me-dont-take-labour-over-cliff-edge-tony-blair?CMP=fb_gu

A disputa pela liderança do Partido Trabalhista pode ser dada como favas contadas. A liderança de Jeremy Corbyn nas pesquisas de opinião na casa de 53% dos votos mostra o vigor do Old Labour estatizante e nacionalista que o MP representa. Corbyn critica o New Labour criado por Gordon Brown e Tony Blair em questões como a economia e a controversa Guerra do Iraque. Há poucos minutos, o diário britânico The Guardian publicou um texto de Blair sobre a questão Corbyn em seu site.

Tony Blair tenta salvar seu legado dentro do partido que agora o rejeita desde da surpreendente derrota para os conservadores na eleição geral de maio de 2015. Se o ex-primeiro-ministro britânico colocou o título desesperado (Se você me odeia, por favor, não coloque o tarabalhismo perto do abismo, traduzido para o português). O texto é um elogio a ações de seu 10 anos de governo e um pedido revigorado para que a militância rejeita a volta da clausula 4 votando contra Jeremy Corbyn.

A clausula 4 defende que todo produto ou serviço produzido pelo Reino Unido é de propriedade pública. Isso criava uma insegurança política que afastou os trabalhistas do controle do parlamento britânico por longos 18 anos (1979 a 1997). A revogação de tal proposta foi uma vitória do New Labour liderado por Tony Blair para colocar o partido antes nacionalistas e estatista no rumo colo dos empresários e industriais com as reformas econômicas lideradas por Gordon Brown quando era Shadow Chancellor.

A ascensão de Corbyn entre os jovens por defender uma política econômica anti-austeridade, com o foco na construção do moradias e fortalecimento de programas de assistência social junto com o apoio dos sindicatos que o veem com simpatia por seu passado socialista e a sua atuação com uma das lendas do trabalhismo, Tony Benn, mostra um cenário tenebroso para o New Labour e seus candidatos como Yvette Cooper, Liz Kendall e Andy Burnham, que não conseguem parar Corbyn.

A conferência anual do Partido Trabalhista vai ocorrer no mês que vem na cidade litorânea de Brighton. Os jornais conservadores como Daily Mail e Daily Telegraph acusam Corbyn de apoiar o Irã e o grupo radical palestino Hamas. Mas isso não tira o brilho da militância trabalhista que deseja ver um novo líder que possa colocar a entidade como porta-voz de anseios de uma nação que possa resolver suas questões sociais com a experiência Jeremy Corbyn. Mas será que o New Labour está perto do abismo tão temido por Tony Blair? a resposta será conhecida em Brighton.

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