Entrei em crise

O panorama econômico brasileiro é assustador. Mas será que as novas gerações estão preparadas para uma crise. Isso me lembra dos tempos de hiperinflação e de picuinhas político-militares nos anos 1980 (onde muito quarentão vive lembrando dos episódios da Armação Ilimitada e o rock produzido nesta década). Mas precisamos ter um espírito de sobrevivência aos solavancos das decisões tomadas por tecnocratas que mal conhecem a realidade de um país tão complexo como o Brasil baronil.

Temos um cenário desolador onde o crescimento só será sentido em 2018 dada a velocidade de tartaruga do ajuste fiscal feito pelo ministro da Fazenda Joaquim Sincero Levy. Mas como temos uma crise político-econômica que necessita de soluções realistas para desajustes de curto, médio e longo prazo que Dilminha não tem coragem de fazer reformas na economia combalida com o esgotamento do capitalismo de compadrio e de aberrações com as empresas campeãs nacionais as custas do nosso suado dinheirinho.

Mas uma população está sem paciência com os desmandos do populismo econômico petista fica com vontade de fazer um panelaço em casa quando tem programa partidário do PT mostra que não vai ser fácil conquistar a credibilidade que tanto falta. Tanto que os meus vizinhos não fizeram seu protesto com as panelas porque estavam jantando (um gesto cívico de alimentar o bucho). Meus amigos de esquerda não-alinhada com o petismo reclamaram do barulho da insatisfação popular (muitos tiveram que recorrer ao movimento político dorflex na dor de cabeça).

Quando leio a Época que recebo de minha tia ou Veja que espio na clínica que frequento além da Folha que destrincho todo dia. Percebo que nosso país entrou em parafuso. A meta virou amiga imaginária de nossa presidente. O vice-presidente rechaçou o relativismo da crise dizendo que se trata de algo agudo. Então surge algum colunista com um texto de ares apocalípticos. Como antidoto a este mundo louco e sem conserto. Fico lendo uma Playboy de minha coleção que deu um trabalho para juntar.

Mas nossa crise existencial irá nos rondar do que um filme do Woody Allen ou Ingmar Bergman. Pensamos naquela frase de Ronald Reagan em que dizia quando se tem uma recessão é quando o seu vizinho, na depressão, quem perde o emprego é vossa senhoria. Vamos ter que cortar gastos desnecessários porque não sabemos do futuro que nos espera além de perceber que tenho responsabilidades da vida adulta (ser solteirão tem as suas vantagens e desvantagens). Mas vamos sair disso de boa até a próxima atrapalhada do governo.

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