A democracia africana por Barack Obama

Em vários momentos na história mundial. Sempre temos um presidente americano defendendo as liberdades individuais em uma nação estrangeira. Hoje, Barack Obama fez um discurso na sede da União Africana em Addis Adeba, Etiópia, onde defendeu que os líderes africanos respeitem as constituições de seus país e não tentem prolongar o seu mandato com as inúmeras reeleições. As palavras de Obama foram ouvidas com atenção por jornalistas e estudantes e ignoradas pelos líderes africanos.

Ao tocar em uma ferida africana, a falta de liberdades individuais que não são garantidas por tais países. Em sua passagem por Quênia e Etiópia. Ele defendeu os direitos dos gays e das minorias em seus discursos. Nunca vimos palavras tão contundentes de um presidente americano. Isso remonta a defesa dos direitos humanos feita por Jimmy Carter no fim dos anos 1970. Mesmo ele não sendo reeleito em 1980. Até hoje, ele é saudado por sua atitude sensata em meio da loucura da realpolitik da Guerra Fria.

Muitos ditadores africanos não devem ter gostado das palavras do presidente americano. A África convive com as ditaduras porque a população não tem voz para contestar os desmandos de um ser autoritário que comanda um país como se fosse seu feudo colonial. O exemplo disso é vermos Robert Mugabe (Zimbabué) ou Omar Al-Bashir (Sudão) que não fazem uma visita internacional por temer alguma represália como uma ordem de prisão por crimes contra humanidade ou corrupção.

As democracias africanas como Nigéria ou África do Sul tem sido condescendentes com os ditadores em prol do bem comum africano. Isso não permite uma evolução social onde a população possa acreditar nas instituições sem temer uma represália de um tirano. As palavras de Barack Obama são um sinal que os Estados Unidos não vão tolerar as ditaduras africanas. Mas devemos exigir a mesma coisa de países aliados com as monarquias absolutistas do Oriente Médio que não aceitam a democracia.

Em seu ato final de sua jornada pelo continente africano. Obama foi contundente em defender os direitos dos gays e as liberdades individuais. Os valores ocidentais devem ser incorporado ao cotidiano africano no simples direito de contestar os desmandos de um ditador sem temer as represálias do mesmo. Os jornalistas e estudantes que ouviram o discurso do presidente americano soam com um sinal de que seu esforço não foram em vão e ainda por cima são incentivados. Isso é uma verdadeira democracia africana sendo defendida por um líder como Barack Obama.

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