O sim de Atenas

Há poucos minutos, o parlamento grego aprovou as reformas econômicas e sociais exigidas pelos países da Zona do Euro em contrapartida para um terceiro pacote de resgate do valor de 86 bilhões de euros. Isso forçou uma rebelião na coalizão de extrema-esquerda Syriza onde membros do partido votaram contra as medidas como o ex-ministro das finanças Yanis Varoufakis. Isso reforça a tese que o populismo patrocinado pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras ao dizer que a Alemanha é o mal da Europa.

As reformas nos sistema de pensões, mercado trabalhista e as futuras privatizações são necessárias para por a casa em ordem diante de uma dívida de 200% do PIB. Tanto que o FMI afirmou que a mesma é insustentável. A falta de comprometimento do governo grego em fazer mudanças drásticas na economia local pesou nas negociações feitas durante todo o final de semana passado em Bruxelas. Onde foram humilhados por uma esmagadora realidade que o referendo escondeu semanas atrás.

Os gregos gostam de colocar um bigodinho de Hitler na chanceler alemã Angela Merkel e em seu ministro das finanças Wolfgang Schaeuble em suas charges. Mas Alemanha quer que os países da zona do euro tem suas contas públicas equilibradas para tirar a Europa da deflação e do baixo crescimento como aconteceu com o Japão nos anos 1990. A população grega fica se fazendo de uma vítima de uma tragédia anunciada após os governos gastarem mais do que deviam para serem aceitos na eurozona.

Por mais que Tsipras afirma que não apoia o acordo. Ele se faz necessário para ter liquidez nos bancos e no controle de capitais. Ou seja, injeta dinheiro novo para uma economia combalida. O novo pacote de ajuda se faz presente na vida dos gregos que não suportam a austeridade que lhe foi imposta como uma maneira de gerenciar o modo de vida que precisa ser mudado para permanecer na eurozona. Esse é o remédio amargo que tem se tomado de forma séria para evitar novos traumas.

O apoio de partidos de centro e pró-Europa foi importante para a aprovação das reformas. Se depender do Syriza, isso não iria acontecer e teríamos mais um espetáculo populista onde a população seria enganada novamente por um pronunciamento na TV para enaltecer sua posição estúpida e fora da realidade dos gregos que tem apenas o direito de sacar 60 euros dos bancos locais. O sim de Atenas se faz necessário para que a Grécia sai da UTI e possa dormir em seu leito de hospital chamado eurozona.

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