Alegria em Teerã e tristeza em Tel Aviv

Hoje, o mundo foi testemunha de algo sem precedentes. O acordo negociado entre Irã, Estados Unidos, China, Rússia, Alemanha, França e Reino Unido sobre o programa nuclear iraniano foi um feito histórico. Ao mesmo tempo que AIEA vai supervisionar os fins pacíficos da infraestrutura atômica iraniana como a limitação do uso de centrífugas para enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções econômicas impostas ao país persa ao longo de 12 anos de negociações duras e cansativas.

A sorte mudou para o lado iraniano com a eleição do clérigo Hassan Rowhani ao cargo de presidente. Desde de então, seu ministro de relações exteriores, Mohammed Javad Zarif, teve a carta branca para negociar um acordo nuclear que reconhecesse que a existência do programa iraniano com os seus objetivos pacíficos. Desde 2013, Javad Zarif consegue convencer as potências mundiais da intenção iraniana de não fabricar uma bomba atômica. Algo temido por Arábia Saudita e Israel.

Com o anúncio do acordo, um dos primeiros críticos ao novo tratado foi o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Ele afirmou que Israel vai se defender contra Teerã e que o mesmo foi grande erro. Netanyahu tem sido um opositor as conversas entre as potências mundias e o Irã por temer não ser mais protegido pelas mesmas em caso de uma operação militar contra as usinas nucleares iranianas como era cogitado anos atrás quando o país persa era comandado por Mahmoud Ahmadinejad.

As celebrações em Teerã mostram que a população estava certa em confiar na palavra da dupla Rowhani e Javad Zarif. Até agora, o líder supremo iraniano Aiatolá Ali Khamenei não se pronunciou sobre o acordo nuclear. A aprovação do resultado das negociações será feita tanto pelo conselho de segurança da ONU quanto pelo congresso dos Estados Unidos. O presidente americano Barack Obama teme que a proposta possa rejeitada pelo senado e a câmara dos representantes que estão sob o controle da oposição republicana.

É possível prever a festa que será feita em Teerã para receber Javad Zarif como um herói. Com a revogação da sanções impostas pelas potências mundiais. A economia iraniana terá uma injeção de 100 bilhões de dólares em caso da liberação de seus ativos que foram congelados ao longo de 12 anos de negociações complicadas. Assim, se evita uma guerra que aparecia ser iminente há alguns anos atrás. Agora, a paz no Oriente Médio foi restaurada e será construída em um futuro próximo com a credibilidade de Teerã sendo respeitada.

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