Eu sou rock n’ roll

Em 13 de julho de 1985, o mundo do rock virou de cabeça pra baixo quando Bob Geldof organizou o Live Aid, com um show mítico em Londres para arrecadar fundos para campanha contra a fome na Etiópia (o início da estupidez do politicamente correto em ajudar uma nação miserável só por ter visto uma criança desnutrida no coração do continente africano como uma forma de salvar o mundo). Ao lembrarmos de shows do Queen e de Dire Straits no estádio de Wembley impulsionou o Rock de arena.

Este dia foi consagrado como dia internacional do rock por vermos a rebeldia representar um pensamento de contra-ataque a estupidez humana e rápida polarização política que os intelectuais faziam para evitar uma discussão séria sobre o mundo que vivemos naquele momento no auge da Guerra Fria. O Live Aid foi importante para afirmar o papel de tal ritmo musical como uma força contestadora sem perder sua aura rebelde representada por um riff de guitarra estridente ou por letras interessantes.

Minha vida no mundo rock n’ roll começou na adolescência onde comecei a ouvir o Greenday e U2. Eu era um anti-bush diante das mentiras da Guerra do Iraque quando o GreenDay lançou o meu hino de adolescente politizado; American Idiot. Este que vos posta sempre pedia a derrota de Bush. Mas ele foi reeleito naquele ano de 2004. Mas as paradas musicais nas rádios tocavam American Idiot dado o fato dos adolescentes não querem suportar um presidente americano idiota e burro (isso antes de eu virar um conservador).

Hoje, vejo que a música que curtia na adolescência perde território para o mundo ostentação prometido por rappers, duplas sertanejas e funkeiros que escrevem músicas para entreter a população sem cérebro. Ontem, um blog de rock criticou o show do Lobão só porque ele fez críticas a presidente dilma. Nada contra o cantor, mas um bom rockeiro sabe que Neil Young fez uma música pedindo a cabeça de Bush ou o Megadeth defendeu o Bushinho na crítica as Nações Unidas em 2007.

O problema do mundo rockeiro é que não temos uma renovação em termos de qualidade. As bandas não tocam nas rádios. Elas ficam restritas a qualquer reality show ou exibindo um clipe na MTV. Precisamos exigir que tais grupos possam conquistar o público com a sua sinceridade e com boas letras para que eu possa recomendar ao meu primo de 13 anos. O rock n’ roll precisa de uma oxigenação nas veias para termos o desejo de qualquer fã de ver tal estilo musical no topo das paradas.

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