O desespero grego

Há uma semana atrás, os gregos comemoravam a vitória do não no referendo que rejeitava a proposta da troika FMI/BCE/UE. Agora, o desespero de Atenas volta a ser algo presente com a negociação de um novo pacote de ajuda para pagar as dívidas que vencem neste ano. A cúpula de emergência da União Europeia decidiu que apenas os países-membros que fazem parte da zona do Euro podem decidir sobre um futuro resgate monetário diante de um cenário apocalíptico que ronda a Grécia.

O populismo deu lugar ao bom senso. A proposta apresentada pela Alemanha de uma saída temporária da Grécia da zona do Euro pelos próximos cinco anos foi vista como um plano alternativo. Os boatos de que a Finlândia vetaria um eventual acordo entre a União Europeia e a Grécia deixou o mundo intrigado. A questão principal é como os europeus vão confiar em um governo populista e que usou e abusou da paciência de Bruxelas com a sua demagogia econômica que traz grandes traumas a população.

A foto de um aposentado desolado e sentado no chão após frustrada tentativa de sacar sua aposentadoria é uma prova disso. Por mais que um benfeitor australiano esteja disposto a pagar um salário para aquele senhor que deu a sua vida pelo seu país. Essa é a situação de muitos gregos que viram os tempos de prosperidade se transformaram em um nefasto pesadelo onde não tem alguma forma de acordar para mudar uma realidade presente em suas vidas e que lhe perturbe todo santo dia.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras teve que negociar individual com cada chefe de estado ou de governo para que aprovassem o novo pedido de resgate econômico. Mas com a decisão adiada para a quarta-feira e com o fato de apenas líderes da Eurozona vão decidir sobre o futuro grego. A grande questão é se Atenas está preparada para adotar mais cortes de gastos e reformas no setor previdenciário ou no sistema de bem estar social que precisa ser desmantelado para evitar a falência.

A quarta-feira será decisiva para o futuro grego. Tsipras vai ter que abandonar os seus dogmas revolucionários e adotar o bom senso de pragmatismo. A população vai ter que ser o fiscal deste governo que sempre ousa em usar de seu populismo estúpido e que não resolveu os problemas que o país vive. Isso vai depender das discussões que serão feitas ao longo de segunda e terça em Bruxelas. Afinal, este desespero grego não tem como acabar senão houver uma solução sensata para essa crise.

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