Srebrenica

Amanhã, O mundo irá relembrar um dos piores massacres da história recente. Em 11 de julho de 1995, 7 mil garotos e homens bósnios de origem muçulmana foram mortos por milicianos bósnios de origem sérvia no campo de refugiados de Srebrenica, na Bósnia. Isso criou uma consternação mundial e fizemos a pergunta como o ser humano é capaz de fazer uma maldade monstruosa contra o seu semelhante. O sentimento de justiça permaneceu na mente da população local por longos anos.

Após o Acordo de Dayton ratificado em novembro de 1995, que encerrou o conflito nos Balcãs e a operação militar contra a repressão sérvia em Kosovo feita pela OTAN em 1999. O mundo tinha uma dívida com aqueles que perderam seus entes queridos de uma forma brutal. Mesmo com a criação de um tribunal internacional para julgar os crimes de guerra cometidos por sérvios, croatas e bósnios. Havia um sentimento impunidade ao não prender figuras importantes com o ditador Slobodan Milosevic, o general Ratko Mladic e o líder bósnio-sérvio Radovan Karadzic.

Quando Milosevic foi derrubado por uma revolta popular em 2000. As esperanças de que a justiça fosse feita começaram a brotar. Mas ele morreu durante o julgamento em 2006. Em 2008, a polícia sérvia prendeu Karadzic em Belgrado e enviou para o tribunal de Haia. Em 2011, Mladic foi preso e extraditado para a Holanda. Ambos estão sendo julgados pelo tribunal. O esforço sérvio de prender os algozes era uma forma de mostrar que o país mudou para ser aceito como membro da União Europeia.

Mas a relação entre bósnios e sérvios ainda estão estremecidas. Ambos os povos tem feridas que precisam ser cicatrizadas após 20 anos de desconfiança. A visita do primeiro-ministro sérvio Alexander Vucic a Bósnia para os eventos que lembram a memória das vítimas é um sinal que o dialogo está aberto para estabelecer uma boa relação tais países em uma região conturbada como a península dos Bálcãs. A paz é um objetivo comum para evitar novos massacres étnicos.

As famílias de Srebrenica querem justiça passados 20 anos depois do massacre. Elas querem enterrar os entes queridos para ter dignidade que lhe foi roubada após anos de conflitos sangrentos na região. Tanto que o governo holandês terá que indenizar 300 famílias por não ter defendido o campo de refugiados que estava sob seu mandato como missão humanitária da ONU. Este é um longo caminho para a compreensão do horror e do medo das atrocidade cometidas por questões étnicas em Srebrenica.

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