As vibrações de Iain Duncan Smith

Na história britânica, os chancellors of Exchequer (ministro das finanças) sempre são impopulares por suas medidas controversas para manter a economia crescendo e com os gastos do governo em ordem. Após a surpreendente vitória dos conservadores nas eleições gerais de 7 de maio. O chancellor George Osborne anunciou o plano orçamentário para os próximos cinco anos de governo Esse é primeiro orçamento tory desde 1996, quando o cargo era exercido por Ken Clarke e seus charutos.

A proposta conservadora inclui:

  • A criação de um salário mínimo de 7,20 pounds por hora com o objetivo de alcançar o teto de 9 libras até 2020
  • Os benefícios aos trabalhadores estão congelados pelos próximos 4 anos
  • Fim do beneficio para os estudantes de famílias com renda de 42 mil pounds. Isso será revertido em empréstimos em 2017.
  • retirar o auxílio de habitação para trabalhadores menores de 21 anos
  • Aumento do imposto sobre as casas para casais com renda até 1 milhão de pounds em 2017
  • Corporation tax (taxa sobre o lucro das empresas) reduzirá em 18% até 2020
  • restrições para alívio fiscal para os donos de terra na compra de casas.
  • compromisso de manter o teto de 2% do PIB em gastos militares
  • Impostos sobre combustíveis estão congelados até o fim do ano
  • Novo imposto para automóveis, menos para carros novos ou com anuência de 4 anos.
  • Novos cortes nos pagamentos do funcionalismo público até atingir 1% do PIB
  • Isenção de impostos para aposentadorias de até 11 mil pounds
  • Cortes no orçamento da ordem de 47.2 bilhões de pounds sendo 34.8 bi de programas sociais
  • Fim dos status non-dom para estrangeiros que moram no Reino Unido por mais de 20 anos

As medidas anunciadas por Osborne foram comemoradas pelo secretário de trabalho e pensões Iain Duncan Smith durante o anúncio. Os trabalhistas criticaram a adoção do aumento do salário mínimo e a revogação do non-dom status para milionários estrangeiros que moram no Reino Unido por mais de 20 anos. Tais propostas eram promessas de campanha feita pelo então líder trabalhista Ed Miliband durante a campanha eleitoral desta ano. Isso prejudicou a esquerda britânica.

Se por um lado, a austeridade nos cortes de gastos no setor público e benefícios se choca com o relaxamento para os aposentados e a punição para os mais jovens. Os cortes de 12 bilhões de pounds prometidos no orçamento divulgado em março foi uma vitória para Duncan Smith, que vivia as turras com os liberais-democratas, que defendiam uma proteção para os pobres com os aumentos de impostos para os mais ricos. Sua reação ao ouvir a proposta de congelamento ou redução de benefícios mostrava isso.

Osborne voltou a lema One Nation usado pelos conservadores nos anos 1950 e abandonado pelo Thatcherismo na década de 1980. A obstinação em cortar gastos para conter o déficit fiscal junto com reformas para aumentar a produtividade da economia britânica mostra-se importante além do desmonte do sistema de bem-estar social introduzido por Gordon Brown no seus 10 anos como Chancellor trabalhista no governo Tony Blair (1997-2007). Será que teremos novas comemorações de Iain Duncan Smith?

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