7 de julho de 2005

Quando uma cidade sofre um atentado terrorista. O sentimento de vulnerabilidade é presente ao mesmo tempo se cria uma força de reerguer diante da tragédia. Isso aconteceu em Londres em 7 de julho de 2005. 52 pessoas foram mortas enquanto 700 foram feridas em ataque ao sistema de metrô e ônibus coordenado pelo grupo Al Qaeda. Os terroristas queriam punir o Reino Unido por ser apoio incondicional a Guerra ao Terror empreendida pelos Estados Unidos contra os militantes da organização comandada por Osama Bin Laden.

As 8:50 hora local, os terroristas detonaram as primeiras bombas nas estações de King’s Cross, Aldgate e Picadilly Circus. Os serviços de emergência britânicos estavam preparados para esse tipo de ataque pela experiência de lidar com os atentados terroristas feitos pelo IRA nos anos 1970 a 1990. Mas a dimensão desse ataque era impressionante dado o fato de serem atos coordenados. Quando os primeiros policiais e paramédicos chegaram. Um ônibus explodiu na Tavistoke Square deixando o rastro de sangue.

Isso criou uma sensação de pânico em Londres. O primeiro-ministro britânico Tony Blair teve que encerrar a reunião do G8 no resort escocês de Gleneagles para voltar a capital. A cidade celebrava a conquista do direito de sediar as Olimpíadas de 2012. O prefeito londrino Ken Livingstone ia a público para acalmar a população sobre os boatos de novos ataques. O chefe da Scotland Yard Ian Blair divulgava os números de mortos e de feridos para a imprensa britânica a todo momento.

O sistema de transportes foi paralisado e o espaço aéreo foi fechado. Muitos londrinos voltaram as suas casas a pé. A cena deles caminhando pela Tower Bridge era um sinal de um luto tácito. Esse momento em que os terroristas celebram a sua vitória diante da inépcia do mundo ocidental. Mas as perguntas feitas por esses atentados foram respondidas com um simples humor negro e a alma londrina permaneceu intacta sem esquecer daqueles que perderam a vida pelo fato der ser britânico.

A imprensa questionava a eficiência dos serviços de inteligência como o MI5 e o MI6. Um inquérito feito por uma comissão independente e divulgado em 2011 isentava tais órgãos de culpa por isso. Hoje, os britânicos lembraram daqueles que foram mortos por uma vontade de impor o terror para uma população cosmopolita e multicultural. Os terroristas falharam em seu objetivo. Mas ainda continuam a assustar as autoridades policiais e das forças de segurança para evitar um outro atentado como o de 7 de julho de 2005.

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