A vitória de Tsipras

Há uma semana atrás, a Grécia estava em um momento apocalíptico com um iminente calote de sua dívida externa. Quando o primeiro-ministro Alexis Tsipras anunciou um referendo para que a população decida sobre os termos do acordo de resgate envolvendo o país e a troika FMI/UE/BCE. Era evidente que tal ato de Tsipras é uma jogada populista para tentar não resolver a crise econômica que a Grécia vive desde de 2010. Com os resultados de dois terços dos votos contados apontam uma vitória do não.

Com rejeição dos termos propostos pela troika. Tsipras irá exigir uma nova abordagem tanto por Atenas quanto pelos credores. O populismo deve ser abandonado de lado pelo primeiro-ministro enquanto os credores desistem de seus dogmas por exigir o pagamento de sua dívida e reformas drásticas como reconheceu o ministro das finanças da Alemanha Wolfgang Schaeuble em entrevista ao jornal Bild publicada na edição de hoje. O temor de uma nova espiral da crise possa prejudicar a recuperação da Eurozona.

A população foi as urnas quer uma solução menos dolorosa para tal crise econômica. Por mais que a coalizão de extrema-esquerda Syriza conquistou o poder. Os gregos confiam nas palavras de seu premiê populista. Ele fez demagogia ao afirmar que não aceitou um pacote de ajuda por considerar humilhante. Isso criou uma sensação de arrogância do governo que menospreza as instituições e a falência dos partidos tradicionais como o conservador Nova Democracia e o socialista Pasok.

Ao longo desta semana. Os gregos passaram por privações como o controle de saque de dinheiro feito por bancos gregos dado a falta de dinheiro. Essa situação foi um trauma para uma população. Tsipras adota um tom conciliador para tentar iniciar as negociações com os credores para evitar uma corrida aos bancos. Tanto que o ministro das finanças, Yanos Varoufakis, anunciou que terá uma reunião com os executivos das instituições financeiras locais na noite deste domingo para organizar a reabertura dos mesmos na terça-feira.

O Syriza ganha fôlego para encarar a próxima rodada de negociações com os credores. Ainda por cima, fortaleceu a esquerda pós-crise e anti-capitalista representada pelo partido espanhol Podemos, que pode ganhar força nas eleições gerais na Espanha marcadas para o fim do ano. Tão logo o resultado foi anunciado. Tanto Tsipras quanto Varoufakis já começaram a trabalhar para um novo acordo e afirmaram sua disposição em manter o país na Eurozona. Os gregos confiam nas palavras de seu primeiro-ministro para terminar uma longa tragédia grega que não tem fim.

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