Calote a grega

Há poucos minutos, a Grécia deu um calote ao não pagar 1.6 bilhão de euros para o FMI. Esse é o primeiro default de uma economia desenvolvida como a grega. O primeiro-ministro Alexis Tsipras tentou uma extensão de um acordo com Eurogrupo no valor de 29.3 bilhões de euros. Mas tal pedido foi rejeitado pelos ministros de finanças dos 19 países-membros da Eurozona. Tanto que a chanceler alemã Angela Merkel afirmou que não irá negociar com Atenas até o referendo sobre o acordo que será realizado nesse domingo.

Atenas vive o pior pesadelo oferecido por um governo populista como a coalizão de extrema-esquerda Syriza. Se prometiam evitar a humilhação que os governos predecessores colocaram o país ao aceitar pacotes de medidas de austeridade para colocar a economia nos trilhos. Agora, os gregos estão desesperados em filas de bancos para sacar suas economias para evitar alguma medida desesperada do ministro da finanças Yanos Varoufakis. São os tempos difíceis que a Grécia vive nessa noite.

Os europeus se perguntam como será o day after da Grécia? Muitos gregos estarão nas filas de bancos que estão fechados por ordem do governo até a semana que vem. O referendo que foi convocado de forma inesperada por Tsipras no domingo foi um grande tiro no pé. Isso suspendeu as negociações  As instituições financeiras estão em estado falimentar caso abra suas agências bancárias porque não tem socorro do Banco Central Europeu para recompor seu caixa.

O calote foi um derradeiro ato de lucidez. Os gregos viram que um governo populista não irá salvar uma economia debilitada. A renda per capita grega é de 22 mil euros enquanto Irlanda e Portugal tem 16 mil e 12 mil respectivamente. O Syriza não propõem um corte de gastos em benefícios e pensões. Temos que reconhecer que a austeridade cega não foi a solução ideal, mas era o único caminho possível para colocar o país na recuperação de sua economia após anos de gastança sem fim.

A população irá as urnas nesse domingo. Tsipras afirmou se caso o sim vencer na votação. Ele vai renunciar ao cargo para não ser um primeiro-ministro da humilhação. Os protestos entre ativistas pró-europa e militantes que apoiam as medidas de Tsipras tomam conta de Atenas. Esse é um momento onde os gregos vão exigir uma solução para os seus problemas sem evocar o inimigo europeu. Agora, o calote grego é uma realidade dolorosa que o Syriza não vai conseguir resolver com sua política populista.

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