Minha guerra com as máquinas

Caros leitores deste humilde blog. Eu me ausentei por causa de problemas com os computadores. Os antivírus me deram uma dor de cabeça que estou resolvendo com uma coragem nunca antes vista na história ocidental (meu ego inflado). Tal softwares que juram proteger nossos notebooks, PCs e laptops não conseguem fazer o serviço direito diante da engenhosidade dos crackers e suas habilidades de criarem programas capazes de ferrar a tua vida em uma simples questão de um clique.

Isso me lembra um texto de Woody Allen publicado para a Playboy brasileira (quando se chamava A Revista do Homem nos tempos do regime militar) em 1977. As máquinas que Allen tinha a coragem de enfrentar era um simples telex (um troço rudimentar que usava a linha telefônica para enviar textos pelos cantos do mundo na era anterior da internet) ou fazer um esforço hérculeo de usar um telefone para uma chamada internacional para ouvirmos os boletins de correspondentes estrangeiros como o finado Reali Jr. (jornalista da Jovem Pan que vivia em Paris).

Mas as distopias escritas por Isaac Asimov ou Philip K. Dick imaginavam um mundo caótico e governado pela máquinas como na franquia O Exterminador do Futuro (é a única forma de uma mulher ver a bunda de Arnold Schwazenegger depois do filme Conan o bárbaro). Mas os computadores e sua inteligência artificial serão capazes de exterminar a humanidade iniciando um apocalipse que veremos no mundo de MadMax e com as mulheres de TPM e de cabeça raspada como símbolo de dureza (não se tem tratamento de beleza no futuro distante).

Mas o mundo tão conectado as máquinas touchscreen imagindadas por Arthur C. Clarke (um excelente escritor britânico de ficção científica que morreu em 2008) pode temer a perda de um sinal wifi por não conseguir se comunicar com os amigos nas redes sociais. Minha amiga e fonte oficial anônima me perguntou sobre os gestos não verbais (o popular gesto). Um simples sorriso de uma garota bonita ou um aceno para um amigo seu perdeu o significado com o festival de likes no facebook.

Minha luta inglória com as máquinas não se trata da sobrevivência do homem sem um smartphone ao longo de uma semana. Trata-se de ter a minha vida sendo regida por mim e não pelo último celular lançado pela Apple ou Samsung. Estas necessidades desnecessárias como era citada pelo grande jornalista econômico Joelmir Betting nos faz refletir sobre os rumos da humanidade. Não podemos perder as nossas origens em um simples aperto de mão ou mandando um emoticon no whatsapp.

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