Alguém vai sentir falta do HSBC?

Hoje, o banco britânico HSBC anunciou mudanças em sua gestão. Mais de 25 mil funcionários serão demitidos no mundo todo além da venda das filiais brasileira e turca do mesmo. Outra novidade é o anúncio que a instituição pode ser mudar do Reino Unido para Hong Kong de olho no gigantesco mercado chinês. Isso já foi anunciado semanas atrás. Só agora que foi confirmado pelo próprio HSBC e pode ser aprovado na assembleia do acionistas que será realizada neste mês. Isso pode gerar um retorno de 5 bilhões de pounds (17 bilhões de reais) para o HSBC.

A pergunta que fica é como um banco como HSBC conseguiu perder espaço no mundo financeiro e se retira de mercados emergentes importantes como Turquia e Brasil? Desde da revelação que a filial suíça de tal instituição ajudava os clientes a sonegarem impostos passando pelo escândalo de manipulação da taxa de juros Libor (que é usada em empréstimos interbancários) até a ajuda para lavar dinheiro dos carteis de drogas mexicanos e fazer transações com países que tem sanções econômicas como o Irã desgastaram a imagem do HSBC.

O banco britânico viu que deu passos maiores do que suas pernas. As operações no Brasil e na Turquia são deficitárias e com uma alta concorrência dos bancos locais. Os mercados asiáticos são de extrema importância por serem inexplorados e por clientes ávidos por ter uma conta em banco ou investir em ações no mercado financeiro. Outro fato particular no Brasil é que a rede bancária do HSBC é pequena diante de gigantes como Itaú e Bradesco além da concorrência dos bancos públicos.

O HSBC está revendo as suas prioridades para não perder dinheiro em seus futuros investimentos. A ambição de ser um banco global, mas tendo um atendimento local para os pequenos negócios. Mas não se sabe se a instituição financeira vai continuar com os serviços de investiment bank e atuar para o grande público como banco de varejo como é permitido no Reino Unido e comum entre os concorrentes britânicos como RBS, Barclays, Lloyds e Standard Chartered. Mas que tem sido questionado pelas autoridades britânicas.

O HSBC vai ter que se reinventar para o desafio que está se propondo para se recuperar da crise de imagem que sofre desde de 2012. Os executivos estão adotando uma estratégia de pedir desculpas e pagar multas astronômicas para os órgãos reguladores tanto dos Estados Unidos quanto do Reino Unido. Isso vai permitir um alívio para os custos de manutenção de uma instituição financeira do porte do HSBC. Mas será que algum cliente vai sentir falta daquele banco britânico chamado HSBC?

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