Irlanda e o casamento gay

Hoje, a Irlanda foi o primeiro país a aprovar o casamento gay por meio de uma consulta popular. 62% dos votos favoráveis a união homoafetiva foi um resultado sem precedentes. Isso vindo de uma nação cuja a maioria da população é católica. Mas o que isso significa para o mundo atual. Enquanto países africanos rejeitam qualquer tipo de relação homossexual e o recente aceno da igreja católica em favor dos gays mostra que a percepção da homossexualidade está mudando de uma forma surpreendente.

O resultado em Dublin era esperado em países onde se tem a discussão sobre a mudança de leis para permitir a união homoafetiva tenha tido um intenso debate como a Austrália. O impacto de um país católico ter aprovado o casamento gay através de um referendo é impressionante. A Irlanda foi o último país da Europa Ocidental a revogar as leis que criminalizavam a prática homossexual em 1994. Ainda mais em um espaço de 20 anos, os irlandeses aprovaram a leis que pavimentaram a vitória do sim desde de 2010.

O debate em torno da união homoafetiva não teve um ranço ideológico entre os ativistas LGBT e a igreja católica. A questão foi simplesmente debatida no âmbito constitucional. As questões controversas e mudanças constitucionais são discutidas por meio de referendo convocado pelo parlamento. As campanhas são feitas de forma civilizada e sem golpes baixos para desqualificar a tese defendida por uma das partes. A população vai as urnas mostrar sua opinião diante de modificações no arcabouço jurídico.

O Taioseach (primeiro-ministro em gaélico) irlandês Enda Kenny festejou o resultado afirmando que o mesmo é um sinal que a igualdade de gêneros pode ser conquistada. O surpresa da população foi grande participação de jovens e de irlandeses que residem em outros países que voltaram a sua terra natal só para votar no referendo. A questão era de vital importância que mais de 60% dos eleitores aptos da votar comparecerem aos colégios eleitorais para expressar a sua opinião.

A igreja católica e os militantes da campanha do não reconheceram a derrota antes do resultado oficial ser anunciado a poucas horas atrás. Era como admitir que foram derrotados por um desejo de mudança na sociedade irlandesa que não se guia mais pelos pensamentos do vaticano ou o republicanismo do Sinn Féin, que prometeu a realização de uma consulta popular na Irlanda do Norte (território britânico) sobre o casamento gay durante a campanha eleitoral para o parlamento britânico no mês passado. Agora, os homossexuais festejam tomando uma cerveja Guinness em Dublin.

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