Rohingya

Enquanto o mundo está atento a crise migratória na Europa. Existe mais um drama humano na Ásia. Barcos de imigrantes de origem bengali e da etnia Rohingya não são aceitos pela Tailândia. Após a repercussão negativa da recusa. Tailândia, Malásia e Indonésia entraram em acordo para dar ajuda humanitária aos imigrantes, mas eles terão um ano para sair do território destes países. A questão que fica: porque se tem uma grande rejeição por tais pessoas que querem um futuro melhor?

Um dos fatores que explicam isso é que os muçulmanos da etnia Rohingya são perserguidos por budistas em Myanmar. Tanto que não são reconhecidos como cidadãos birmâneses. Isso força uma onda migratória no sudeste asiático. Mas os países como Tailândia não teria condições para acolher tais pessoas. Tanto que o primeiro-ministro do governo militar tailandês Praduth Chan-Ocha pediu a comunidade internacional mais recursos financeiros para realizar as operações de resgate.

A crise humanitária ganha contornos dramáticos porque os imigrantes são desejados a própria sorte e a deriva por atravessadores que prometem levar tais pessoas ao destino incerto. A comunidade internacional ficou horrorizado diante da recusa no primeiro momento de países como Malásia e Indonésia, que mesmo tendo a população majoritariamente muçulmana. Rejeitam a entrada dos Rohingyas como uma forma de não aceitar aqueles que compartilham a mesma religião, mas com diferenças étnicas.

O acordo feito entre os três países hoje reforça a urgência da solução deste problema. O auxílio humanitário fornecido por Indonésia e Malásia é de vital importância junto com a operação militar que será feita pelos militares tailandeses. A Tailândia rejeita a entrada de barcos lotados de imigrantes de Bangladesh e Rohingyas por considerar ilegal a presença de tais embarcações no mar territorial tailandês. Isso prejudica qualquer tentativa de resgate e acolhida feita pela população local.

Nos últimos dias, a crise migratória no Sudeste Asiático ganhou as manchetes da imprensa internacional. Isso pressionou os governos da região a adotar medidas que possam aliviar o sofrimento de tais imigrantes. Mas o grande problema é como resolver o status da etnia Rohingya em Myanmar. Se Indonésia, Tailândia e Malásia desejam ter tais pessoas em seus territórios terão que pressionar o governo birmanês para que os Rohingyas sejam aceitos e assim evitar que tal grupo tem seu destino em estar a deriva no mar.

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