Obrigado B.B. King

Hoje, o mundo do Blues está mais triste com a perda de seu grande mestre; B.B. King. Ele morreu dormindo aos 89 anos. Aqueles que apreciam uma boa música estão órfãos ao ver seu ídolo morto. B.B. King não era um popstar, mas com a sua guitarra apelidada de Lucile, ele influenciou gerações de músicos e bandas de rock como Eric Clapton e U2. King era um cara simples que prezou por um bom blues para ser admirado por todo mundo que nunca ouviu um som tão cativante e inteligente.

Em 2011, estava com problemas pessoais. Mas ouvi Riding with King, o álbum de King junto com o guitarrista Eric Clapton quando conversava com os meus amigos Marcelo e Marco. Isso me fez pensar que o Blues é uma poesia para os nossos ouvidos. Não se trata de negros reclamando da sociedade dos brancos como faz o hip hop do Public Enemy. Era uma forma de mostrar mesmo com tantos problemas sociais que vivia o sul dos Estados Unidos nos anos 1960. King conquistava um público encantado ao ver um negro falando sobre a vida.

King teve uma fase de ostracismo. Mas isso não impediu de ser redescoberto pelas novas gerações quando fez um dueto com o U2 na When Love Comes To Town, na álbum Ratle and Rum. Para mim, ver aquele senhor cantando com a minha banda predileta era como se afirmava o respeito com o passado. Era um encontro entre uma banda de rock com uma lenda do blues sem ter aquela pretensão de ver quem poderia ser melhor. Mas sim um ajudando o outro em uma bela canção.

Com o passar dos anos. Eu identificava o blues como uma forma de entender aquele mundo onde os negros que trabalhavam nas plantações de algodão no Alabama tinha uma forma de escapismo ao escrever músicas e tocar instrumentos aprendendo sozinho. Não era algo fabricado como a gravadora Motown. O grande mérito de ouvirmos um blues não é sentirmos pena por aqueles que foram humilhados ao longo dos anos. Mas sim ver como tais músicos são tão excelentes.

Ano passado, publiquei um post sobre B.B. King quando vi um comercial da Toyota. Eu ficava impressionado com aquele senhor é capaz de atrair um público jovem que resistia a estupidez da música atual. Nós quando descobrimos uma música tão boa feita por B.B. King ou Louis Armstrong. Nos perguntamos como podemos voltar a aquele tempo. Invés de construirmos uma máquina do tempo com teorias quânticas. Prefiro agradecer a B.B. King ao voltar a minha alma com sua Lucile.

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