O dilema trabalhista

Passado o desastre eleitoral do partido trabalhista nas eleições gerais de quinta-feira passada. A pergunta que fica é qual rumo a agremiação irá seguir para tentar reverter isso em 2020 ou no referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia em 2017? O partido vive uma caça as bruxas injustificada. Todos estão ouvindo as posições de figuras importantes do New Labour como o lord Peter Mandelson e o ex-primeiro ministro Tony Blair que pedia que o trabalhismo voltasse a um postura centrista.

O momento que é Ed Miliband renuncia a liderança do partido exige uma autocrítica por uma postura tão extrema-esquerda que significou um retrocesso. A entrevista de seu irmão e ex-secretário de relações exteriores, David para a BBC foi uma análise lúcida deste momento afirmando que os Trabalhistas andaram para trás sob o comando de Ed e do ex-primeiro ministro Gordon Brown por não conquistar os votos de pessoas que tiveram ascensão social sob os frutos do New Labour tão rejeitado por ambos.

Se os trabalhistas desejam voltar a Downing Street precisam entender antes de gastar milhões no sistema público de saúde. Precisa equilibrar as contas públicas para ter confiança do mercado e da população. A expressão Balance the Books foi repetida a exaustão pelo primeiro-ministro David Cameron em sua vitóriosa campanha do partido conservador nessas eleições como um mantra para afirmar que o controle do déficit fiscal é muito importante para a economia britânica e para os próprios britânicos.

O New Labour foi uma resposta de uma nova geração de políticos trabalhistas que entenderam o sucesso do Thatcherismo como uma forma de entender a mente do britânico e suas vontades como ter uma casa própria sem depender do estado. Poder investir suas economias no mercado de ações e além de ter o direito de ter uma economia sem uma inflação galopante que prejudicava sua renda diante do populismo econômico que poderia ser adotado por ex-líderes trabalhistas como Michael Foot e Neil Kinnock.

Agora, o debate do New Labour volta com uma grande pressão. O partido precisa tomar um rumo antes do Queen Speech do final do mês. Tanto que a perda de Ed Balls e a ascensão de Chris Leslie pode significar uma mudança na política antes da escolha do novo líder na conferência anual em setembro. Os trabalhistas precisam achar uma direção que não assuste a população nos tempos de Ed Miliband. O novo chefe do partido terá que definir sua postura ideológica para os próximos anos de conservadorismo no Reino Unido.

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