Apertando o cinto

Desde dos tempos coloniais. O termo apertar o cinto sempre foi usado em tempo de vacas magras. Como vivemos em uma era ajuste fiscal que está sendo defendido afinco pelo governo. O Pombo Correio adota uma posição crítica-sarcástica sobre isso. Nossos intelectuais e economistas tem medo da austeridade. Ou seja, aquele festival de corte de gastos para agradar o mercado financeiro e desagradar o colunista da Folha, Clóvis Rossi, em um bom dia de aparar as contas.

Nosso país está desacostumado com os arrochos dos governos. Tio Clóvis ficou muito desesperado quando o governo conservador do primeiro ministro britânico David Cameron foi reeleito com a maioria suficiente para governar sem a necessidade de uma coalizão. Os britânicos são experts em apertar o cinto. Eles já tiveram um grande racionamento de comida depois do fim da segunda guerra mundial. E assim conseguiram ter um grande emagrecimento em massa.

O Joaquim Sincero Levy foi muito honesto ao descer o porrete na Dilminha. Mas como a população vai entender que um simples aperto de cinto será importante para o nosso país? Os sindicatos vão criticar tal arrocho dizendo que é um crime contra o trabalhador enquanto Lulão tenta acalmar a companheirada dizendo que corte de gastos petista é muito melhor do que se fosse feito pelos tucanos para tirar sarro de Aecinho e companhia limitada.

Para uma sociedade acostumada aos desmandos dos políticos em assunto econômicos. O pessoal vai ter que ir as ruas para protestar contra o governo. Mas então vem mais uma onda de protestos que causam aquela náusea que incomoda o petismo e agrada o leitor da revista Veja. Nesse momento de problemas na economia é preciso ser os cadernos que tratam desse assunto nos jornais e revistas. Mas eles só confundem a cabeça de leitor do que esclarecem de fato.

Os tempos de apertar o cinto estão presentes em nossas vidas. Desde de cortar aquela assinatura de revista cara pra burro até a demissão do vizinho. O ex-presidente americano Ronald Reagan dizia que é uma recessão quando seu colega de rua perdia o emprego enquanto a depressão é quando você perde o emprego. Essa analogia é muito interessante. Menos para Clóvis Rossi, que tem austeridadefobia e medo de apertar o cinto para o bem das suas contas pessoais.

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