Abe foi a Washington

Uma coisa que foi pouco comentada nessa semana foi a visita do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe aos Estados Unidos. O chefe de governo discursou no capitólio e ofereceu suas condolências as famílias de soldados mortos durante a segunda guerra mundial. Outro fato que merece destaque é o pedido de Abe que se aprove o acordo comercial entre Estados Unidos e 12 países da região da Ásia-Pacífico. Isso ajudaria e muito a economia japonesa que está saindo da crise econômica as duras penas.

A viagem de Abe a Washington tem sido muito importante ao Japão. A relação com os Estados Unidos tem sido muito boa tanto que se anunciou um acordo de defesa entre os dois países como uma forma de frear a expansão militar e política da China na região. Muitos críticos de Abe questionaram porque o premiê não pediu desculpas as mulheres asiáticas pode terem sido feitas como escravas sexuais durante a segunda guerra mundial por oficiais japoneses durante o seu discurso no capitólio.

O primeiro-ministro tem sido elogiado por fazer duras reformas na economia japonesa. Mas os velhos males econômicos como a deflação ainda estão presentes para a população local. Os recentes acordos de livre-comércio assinados com países como a Austrália e Índia são de fundamental importância para a revitalização do Japão. A doutrina Abenomics ganha força ao mostrar ser uma política acertada para as necessidades de um país que vive anos de estagnação econômica.

O grande problema para o acordo de comércio para a região da Ásia-Pacífico é a resistência dos democratas e republicanos diante da ameaça de se perder muitos empregos em uma economia que ainda sofre com a crise econômica como os Estados Unidos. Os grandes acordos comerciais são uma solução sensata para restaurar a economia mundial que ainda vive as duras consequências da crise de 2008. O presidente americano Barack Obama tem mostrado disposição neste tipo de tratado.

Se as cerejeiras que o Japão enviou de presente para os Estados Unidos no início do século passado foram um sinal de amizade dos dois países antes da eclosão da segunda guerra mundial. A visita de Shinzo Abe reforça a convicção que a aliança entre ambos é de suma importância para o futuro da região. O primeiro-ministro japonês e o presidente americanos tem objetivos em comum. Mas será que tais metas serão cumpridas com acordos na área de economia e defesa? O tempo irá responder tal questão

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