Juncker faz as pazes com Cameron?

Em uma disputa acirrada no Reino Unido. A palavra de um comissário europeu sobre a revisão de tratados europeus para facilitar a permanência do país na União Europeia foi um alívio. Hoje, o presidente da comissão europeia, Jean-Claude Juncker afirmou em uma entrevista para jornalistas durante a sua viagem de volta a Bruxelas que apoia um acordo justo entre UE e Reino Unido desde que os britânicos não impõem suas ideias nas discussões nas cúpulas de chefes de governo e estado em Bruxelas.

Isso pode soar uma vitória do primeiro-ministro David Cameron, mas não se sabe como serão conduzidas as negociações entre o país e a União Europeia caso os conservadores vencem as eleições gerais do dia 7 de maio. A promessa de um referendo sobre o futuro do Reino Unido na UE seria feito em 2017 em caso de uma vitória Tory. Mas a questão de um hung parliament onde o partido conservador tenha a maioria, mas não possa governar pelo fato de ter uma coalizão entre os trabalhistas e os nacionalistas escoceses perturba o premiê.

Cameron não se esforça em conseguir votos para os Scottish Conservatives. Ele aposta as suas fichas na Inglaterra. Mas o pesadelo de um governo trabalhista se faz presente. Por mais que anuncie que irá cortar os benefícios de imigrantes europeus para diminuir a imigração intra-europeia. Mas ele perde votos para um partido nacionalista como o UKIP que tem sido um voto de protesto e um grande estrago para os conservadores. O cenário de outro hung parliament é mais assustador para Cameron.

As palavras de um desafeto como Juncker pode soar um alívio. Ele compreendeu o pedido de Cameron nas questões como imigração e controle financeiro. Mas promete uma maior integração entre os países europeus, o que preocupa o primeiro-ministro britânico. Mas a solução a ser adotada seria um protocolo separado especialmente para o Reino Unido como foi feito para a Irlanda na aprovação o tratado de Lisboa, que serve como a constituição da União Europeia, em um referendo em 2008.

Em um momento onde a política externa está sendo contestada pelos trabalhistas com um discurso contundente de Ed Miliband sobre a questão da Líbia. Cameron ganhou um aliado inesperado. Mas ao mesmo tempo, não se sabe como será feita uma negociação entre Londres e Bruxelas sobre o futuro britânico na União Europeia sob um governo de coalizão conservadora-liberal-democrata ou a união entre Trabalhista e o nacionalista escocês. Por enquanto, não sabemos se Juncker fez as pazes com Cameron.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s