As brigas de Wolfsburg

Sempre no mundo corporativo, temos as tensões de personalidades fortes no comando de uma empresa de dimensões globais como a montadora alemã Volkswagen. O presidente do conselho e membro do clã Porsche, Ferdinand Piech enfrentou o CEO da companhia, Mark Winterkorn. Tudo que Piech deu uma entrevista para a revista semanal alemã Der Spiegel que queria ver Winterkorn longe dele mesmo. Após disso, Piech anunciou sua renúncia do cargo sem dar maiores explicações.

Tais fatos reforçam a luta pelo poder do comando de um grupo que foi o símbolo da reconstrução alemã no pós-guerra e que foi considerada um péssimo negócio pelo então presidente da GM, Alfred P. Sloan quando as empresas alemãs tinham o preço de banana. A Volkswagen reforçou o seu investimento em mercados emergentes como Brasil e China e colhe os frutos por adquirir marcas como Skoda, Seat, Audi, Lamborghini, Bugatti e Bentley e além da fusão com a Porsche em 2008 mostrou o vigor da montadora alemã.

Em um momento onde o mercado automotivo volta os seus olhos para a China e a recuperação dos países desenvolvidos e emergentes. Uma briga interna na Volkswagen paralisaria a companhia e não permitiria um maior retorno do investimento feito pelos acionistas tanto comuns quanto majoritários como o governo do estado alemão da Baixa-Saxônia e a família Porsche. A Volkswagen é maior montadora europeia e atua em vários do mercado desde do alto-luxo até os carros populares.

O grande trunfo da Volkswagen foi ter feito a bem sucedida transição do Fusca para o Golf. Isso permitiu alcançar novos mercados nos anos 1970 além de modernizar sua estrutura fabril. Isso mostrou que a montadora não vivia dos frutos do besouro Fusca e soube se reinventar com a criação de novos produtos e além de investir em aquisições de outras montadoras ao longos dos anos 1990 e 2000 e permitir uma ambiciosa fusão com a fabricante de carros esportivos Porsche em 2008

O processo iniciado por Piech nos anos 1990 e modificado por Winterkorn desde de 2008 mostrou os músculos da montadora alemã. Mas como a Volkswagen irá se comportar neste momento de volatilidade econômica e um provável cenário de baixo crescimento no maior mercado automobilístico do mundo chamado China, onde um executivo da filial chinesa foi condenado a prisão por pagar propina a oficiais do governo. Bem, a briga de Wolfsburg foi o menor das dores de cabeça dos executivos da montadora alemã.

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