Quando Major e Brown pedem votos

O Reino Unido está a duas semanas de uma eleição disputada. Conservadores e trabalhistas estão disputando distrito a distrito para ver quem pode formar o próximo governo de coalizão. A batalha da Escócia se considera perdida para o partido nacionalista escocês (SNP). Mas o temor de uma revisão da política de defesa nuclear britânica e um eventual segundo referendo sobre a independência escocesa pediu a intervenção de dois ex-primeiros-ministros como o conservador John Major (1990-1997) e o trabalhista Gordon Brown (2007-2010).

Major foi o sucessor de Margaret Thatcher (1979-1990). Ele tinha que aprofundar as reformas thatcheristas tendo um conservadorismo moderado. Surpreendeu a todos ao vencer as eleições de 1992 mesmo que as pesquisas davam um cenário de Hung Parliament (onde nenhum partido tem maioria suficiente para governar sozinho). Mas teve problemas como a desvalorização do Pound e difícil decisão de retirar o Reino Unido no ERM (mecanismo europeu para controle de cotação de moedas europeias).

Brown foi considerado um grande Chancellor of Exchequer (ministro das Finanças) durante os dez anos que ficou no cargo. Tão logo Tony Blair (1997-2007) anunciou sua saída em 2006. Ele foi cotado como sucessor e assumiu o comando do país em 2007. Mas Gordon teve muitas controvérsias como a crise financeira de 2008 além do escândalo do mau uso de verbas parlamentares em 2009. Seu jeito carrancudo foi um grande problema para si próprio quando foi derrotado em 2010.

Quando Major afirma que o SNP podem trazer nefastas consequências para o Reino Unido na terça-feira passada ou Brown fala dos problemas que nacionalismo escocês na noite de hoje. Isso pode criar uma reação escocesa contra conservadores e trabalhistas. Três ex-secretários tories como Michael Forsyth (Scottish Secretary durante o mandato de Major), Malcolm Rifkind e Norman Tebbit afirmam que a estratégia de David Cameron pode causar sérios problemas por provocar os escoceses.

Os trabalhistas trabalham duro para evitar uma humilhação em território escocês. O líder do Scottish Labour, Jim Murphy não tem conseguido reverter um cenário tão adverso. Os analistas não previram o fortalecimento do nacionalismo escocês desde da saída de Alex Salmond e a ascensão de Nicola Strugeon na liderança do SNP. Isso torna o partido como o kingmarker para uma eventual coalizão com os trabalhistas. Mas as palavras de John Major e Gordon Brown não alteraram o imprevisível cenário eleitoral britânico.

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