Valorizando um passado tão presente

Quando chegamos a uma fase de nossas vidas. Temos memórias de um tempo que sempre procuramos a entender com o passar deste enigma. Como se fosse a busca do tempo perdido, de Marcel Proust (um bom livro que ainda não li na minha jovem vida), conta com um escritor e seus fracassos ao longo de sua vida marginal. Proust levou mais de vinte anos para escrever este tomo de memórias que só ganharia reconhecimento após a sua morte no início do século passado na sua pátria francesa.

Lembro disso quando conversei com o meu amigo AVC. Ele lembrou dos tempos em que tinha amizades com as garotas. Tanto este que vos posta quanto AVC não tínhamos celulares ou rede sociais para ter contato com as meninas tão belas em sua adolescência fascinante. Ambos tinham uma cara de pau para tentar trocar palavras com uma garota. Quando ela respondia a nossa fala confusa e enigmática. Era como se fosse uma vitória para um simples mortal como eu e AVC comemorávamos como nunca.

Mas os tempos são outros. Quando vejo meu primo Lucas se esforçando para conversar com uma garota em um facebook da vida. Fico pensando como as relações humanas estão tão distantes. Será que perdemos o nosso hábito de conversar pessoalmente com outro. Me lembro quando conversava com as pessoas na sala do meu dentista-psicanalista. Tanto que consegui trocar um contato com uma jovem da minha geração pelo simples fato de fazer piada sobre a programação de tv enquanto esperávamos nossas consultas.

Nós temos que retornar a ter uma interação pessoal. Isso não é um código indecifrável como o Enigma desvendado por um grande cientista e tímido como o britânico Alan Turing. Isso exige um certo sacrifício de ficarmos longe de nossos smartphones e computadores para ter um simples encontro com um olhar para o outro. É uma forma de mostrar que somos humanos e que nossa perfeição feita por fotos falsas e selfies não vale nada quando se tem uma conversa pessoal.

Este que vos posta e AVC tivemos a chance de viver um tempo que nós fomos felizes. As pessoas só pensam no futuro, mas se esquecem do presente e do passado. Mas quando se damos conta que esquecemos isso. Temos que relembrar de como fazíamos a nossa vida com um simples olhar ou uma conversa sem pretensão nenhuma. Isso nos fortalece como seres humanos que vivem em um mundo onde as gentilezas foram esquecidas. Mas isso pode ser revisto com uma troca de ideias.

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