Le Pen pai e Le Pen filha

Nas últimas semanas, os franceses acompanharam a briga política-familiar do partido de extrema-direita Front National. O fundador Jean-Marie Le Pen queria disputar a eleição regional que está marcada em dezembro. Mas sua filha e presidente do FN, Marine Le Pen rejeitava a ideia de seu pai disputar um pleito tão importante para a entidade e suas pretensões para as eleições presidenciais de 2017. Jean-Marie ainda sua postura antissemita diante de um país que não sabe lidar com o seu passado choca a França.

O Front National conseguiu saiu da posição de um partido xenófobo para o representante dos desiludidos eleitores que rejeitam o UMP e os Socialistas graças a uma mudança de postura por Marine. Isso representou um grande resultado em um país em crise e com graves problemas com imigração. Le Pen levou o FN para o topo das eleições europeias, mas não conseguiu bons resultados para as eleições departamentais do mês passado. Frustrando as expectativas feitas por pesquisas eleitorais.

Nesse momento, a volta de Jean-Marie seria desastrosa para Marine. Isso prejudicaria nas eleições presidenciais pelo fato de Marine liderar as pesquisas neste momento. Em entrevista ao jornal Le Figaro, Jean-Marie afirmou que pensava ser o melhor candidato do partido, mas aceitava a decisão tomada por sua filha para que não concorresse as eleições regionais. É o fim da carreira política de um homem tão controverso por suas posições radicais, mas que tinha um apoio da sociedade francesa.

Marine é saudada como a nova face de uma extrema-direita renovada por uma geração que está determinada a enfrentar os problemas da nação francesa como a imigração e a crise econômica. Sua popularidade está crescendo de forma constante nos últimos meses após os atentados em Paris e sua posição contra o islamismo. Sua retórica patriótica ganha força em um eleitorado desiludido com o conservadores e socialistas, mas encantandos com um partido que defende os empregos com a mesma garra do que defender a islâmofobia.

Marine quer criar um partido que não vive as sombras do pai, mesmo como ele sendo um fundador do FN. Jean-Marie não é aceito na França. Mas Marine é muito bem vista por setores de eleitorado que rejeitam as propostas socialistas ou conservadoras. Neste momento, o Front National ainda desfruta de grande influência no eleitorado desiludido. Mas tudo vai depender do desempenho nas eleições regionais. O francês vai eleger o FN de Marine ou o FN de Jean-Marie nessa luta político-familiar.

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