As dores de cabeça do Planalto

Por mais que os petistas afirmam que os protestos de hoje foram um fracasso. É nítido que a população está revoltada com um governo ineficiente. Pode ser ter menos gente comparado ao dia 15 de março. Mas as manifestações são maiores se forem comparadas ao ato pró-Dilma realizado na terça-feira passada. Isso mostra que os problemas de Dilma estão aumentando cada vez que um aumento na conta de luz ou de impostos é anunciado junto um ajuste fiscal que não consegue sanar as contas públicas.

Em uma semana onde o vice-presidente Michel Temer teve que assumir a articulação política diante do descontentamento do Congresso Nacional comandado pelo PMDB (partido de Temer). Mostra que o petismo está muito enfraquecido e enfrentando um país dividido. Uma população que só vê os escândalos de corrupção denunciados todo dia pela imprensa não confia em um governo que foi eleito dizendo que não faria ajustes fiscais tão logo assumisse o segundo mandato de Dilma Rousseff.

Se o petismo acreditava na figura messiânica do ex-presidente Lula. Isso foi derretido diante de suas falas atrapalhadas e atos desastrosos onde a militância só ia com um lanche pago previamente. Não vivemos em uma ditadura, as manifestações de hoje mostram que a democracia está sendo fortalecida mesmo tendo defensores de uma intervenção militar ou da manutenção de um governo de esquerda que não cumpre com a palavra que foi dita diante de milhões de brasileiros que acompanharam os debates e pronunciamentos.

O grande problema é que vivemos o pragmatismo político que as ideologias se recusam a aceitar. Desde das vaias a Lula nos jogos pan-americanos de 2007 até a vaia dos espectadores do jogo de abertura da Copa do Mundo que Dilma teve que ouvir. Fomos testemunhas de um governo que não tem uma autocrítica capaz de entender as demandas de uma sociedade que exige mudanças. Isso reflete no esgotamento do petismo e a falta de uma participação mais ativa do tucanato como partido de oposição.

As manifestações deste domingo foram mais contundentes na defesa de um impeachment da presidente. Tanto que o governo não fez nenhum pronunciamento tão logo que os protestos encerraram. Isso foi um claro sinal de evitar atitudes equivocadas ditas por ministros, petistas e afins. Os próximos dias vão exigir uma resposta do Planalto mais honesta possível. Mas isso é pedir demais de gabinete ministerial enfraquecido pelas fortes dores de cabeça causadas pelas ruas deste Brasil revoltado.

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