Como afinar o piano da economia

Quando temos um cenário de crise econômica. Os governos adotam duas medidas: Injetar dinheiro na economia (modo Keynesiano) ou cortar gastos públicos e fazer reformas para dinamizar o crescimento econômico (doutrina neoliberal). Isso é uma eterna discussão onde ambas as doutrinas querem ter a solução da cada problema. Isso me lembra um artigo escrito pelo colunista do Financial Times, Martin Wolf, em 2006 depois da morte do prêmio Nobel de economia Milton Friedman onde dizia que tanto Keynes quanto Friedman estava certos em suas ideias e princípios.

Vamos imaginar que a economia fosse um piano desafinado. Logo precisa de um afinador para que tal instrumento seja tocado de forma magistral por um pianista. Esse é um grande mote desta analogia, quem é o tal pessoa capaz de concertar um máquina de som tão encantador quão delicada. Os ministros das finanças são tais afinadores. Mas o grande problema é que precisam ser impopulares por tomar medidas drásticas que são necessárias para o bem-estar do ajuste econômico que um país tanto necessita.

Quando escrevi sobre o orçamento britânico apresentado pelo Chancellor of Exchequer George Osborne, as reformas econômicas defendidas pelo ministro da economia francês Emmanuel Macron ou o ajuste fiscal defendido pelo seu colega brasileiro Joaquim Levy. Vemos um cenário onde o remédio pode tanto curar quanto matar o paciente. Mas como isso pode ser traduzido por uma linguagem simples para que o nobre leitor possa entender o cenário econômico informado pelos jornais, rádios, sites, revistas e tv.

Quando o presidente do Senado Renan Calheiros defende a independência do Banco Central como uma prioridade. Penso que deve ter sido iluminado por alguma doutrina econômica para poder irritar o governo. O Planalto tem dores de cabeça com a sinceridade de Joaquim Levy. O afinar do piano necessita de uma precisão apurada, mas o afinador não precisa dar palpites sobre o futuro imprevisível. Ele tem apenas ver qual é a melhor maneira de afinar um instrumento com o seu trabalho perfeccionista.

Um piano leva tempo para ser afinado. Mas como os economistas e políticos não tem boas relações. Vamos ser testemunhas de muitas brigas e discussões que vão falar sobre o futuro da vida do cidadão comum, aquele trabalhador que ganha um salário com muito esforço para pagar as contas que a dona de casa faz um grande trabalho de manter as finanças pessoais sob controle. Isso é uma dura missão que não se tem noção para um economista ou um bom afinador de piano.

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