O declínio do PS francês

Durante muito tempo, a esquerda francesa galvanizava o mundo por sua defesa intransigente dos valores como liberdade, igualdade e fraternidade. Mas quando o Partido Socialista está em sua pior crise política em sua história. Nota-se que esse encanto se derreteu como a neve na primavera. Desde da eleição de François Mittiterrand em 1981. Os governos socialistas são caracterizados por adotarem uma postura conservadora quando estão no posto presidencial como faz o presidente François Hollande.

A devastadora derrota nas eleições locais para o partido conservador UMP, que conquistou 65 dos 101 departamentos (ou condados) mostra que falta uma autocrítica no Palais Elyseé. Não se sabe se o primeiro-ministro Manuel Valls será demitido ou pedirá demissão. Enquanto ele fala de empregos, o ex-presidente Nicolas Sarkozy promete uma nova França sem os extremismos da esquerda e da direita. Esse discurso ganhou a alma dos franceses que sofrem com o fracasso econômico socialista.

A ascensão do nacionalismo da extrema-direita representada pelo partido Front National liderado por Marine Le Pen, pode significar uma tragédia para os socialistas, que temem ficar fora do segundo turno da eleição presidencial em 2017. Isso poderá forçar a candidatura de François Hollande mesmo que ele tenha uma baixa taxa de popularidade entre o eleitorado. Não se sabe quem poderá ser o candidato do governo que terá que passar pelas primárias do PS no segundo semestre de 2016.

Manuel Valls terá um duro trabalho de restaurar a credibilidade de um partido socialista em franco declínio. Isso vai ter que exigir mudanças nos dogmas do PS. Mas o temor de perder o apoio do eleitorado fiel para a extrema-esquerda representada por Jean-Luc Menchelon é o grande problema para a entidade. Valls é visto como alguém de direita dentro do PS por defender uma ampla reforma na economia que possa reduzir a intervenção do estado na economia e permita uma segurança jurídica para o investimento privado.

No cenário da eleição presidencial 2017. Tanto Sarkozy quanto o provável candidato socialista terão que lidar com um país em crise e com a ascensão da extrema-direita do Front National. As reformas prometidas por Manuel Valls terão que ser mais eficazes para recuperar a economia francesa e reduzir o deficit público para 3% do PIB (padrão exigido pela União Europeia). Isso pode ser um grande sinal de declínio do Partido Socialista sem rumo e com vários problemas pela frente.

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