A glória de Michael Clarke e o meu jeito de ponto fora da curva

Sempre vivemos em um país onde o futebol ou automobilismo dão as cartas. Ouvindo a transmissão da rádio Band News, eles discutiam sobre o futuro da Formula 1. Eu enviei um tweet onde dizia que outros esportes como Rugby e Cricket ganhavam espaço entre o público jovem. Eu fui citado, mas o narrador disse que este que vos fala viajou na maionese. Não sinto raiva por isso. Isto demonstra que sou um ponto fora da curva e uma testemunha ao acompanhar a final da copa do mundo de Cricket entre Austrália e Nova Zelândia.

Minha colega Eliane Moraes me incentivou a escrever sobre tal jogo. Ser um ponto fora da curva tem as suas vantagens como não seguir as regras impostas pela mesmice. A final marcou a despedida do capitão australiano Michael Clarke. Eu pensava que a Nova Zelândia iria ganhar a partida de maneira histórica. Isso seria o primeiro título do país. Mas os australianos mostraram que estava determinados a vencer em casa com o fator torcida apoiando de maneira espetacular. Tanto que mais 93 mil pessoas lotaram o estádio de Melbourne.

A Nova Zelândia conseguiu 184 runs (quando vc manda a bola para fora do alcance do adversário) e 3 wickets (quando o jogador derruba os stumps, que são pequenos mastros). Eu imaginava que o jogo estaria perdido. Mas os analistas e comentaristas comentaram que isso foi muito importante para a Austrália que não deixou a Nova Zelândia pontuar de tal forma que permitisse uma reação quando a equipe local pudesse comandar o jogo afim de vencer no final da partida por apenas 3 wickets.

Os australianos estava entusiasmados após uma vitória sem precedentes contra a Índia nas semifinais enquanto a Nova Zelândia sofreu para passar diante da África do Sul. Ambos os times tinham uma missão: romper os seus limites para mostrar porque mereciam estar em uma final. Tanto a Nova Zelândia por ser um azarão quanto a Austrália por ser um dos países-sede da copa do mundo (junto com a Nova Zelândia). O capitão australiano Michael Clarke tinha consciência disso e tinha uma enorme pressão sobre seus braços.

O simbolismo de vermos um Michael Clarke pontuando nas últimas jogadas da partida sinaliza que os australianos reconheciam que a história estava sendo feita diante de seus olhos. A sensação de ganhar em casa mostra como é difícil ser um jogador em uma função de liderança como Clarke exerceu por muito tempo na equipe australiana. O título coroa um bom trabalho de um time esforçado. Acompanhar a final da copa do mundo de Cricket foi mais uma maneira de demonstrar que sou o tal ponto fora da curva.

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