Andreas Lubitz

O mundo se pergunta desde de terça-feira passada como um co-piloto foi capaz de derrubar um avião com mais 150 pessoas a bordo. Esse é o caso do alemão Andreas Lubitz, que fazia o voo Barcelona-Dusseldorf, da companhia aérea Germanwings. Ele sofria depressão e teve seu ato derradeiro de jogar um Airbus A320 contra as montanhas localizadas nos alpes franceses. Hoje, a revista alemã Der Spiegel e o jornal americano The New York Times afirmam sobre tal doença mental de Lubitz.

Mas ao longo do dia, o relato de uma ex-namorada de Lubitz divulgado pelo tabloide alemão Bild afirma que ele planejava algo espetacular. Isso fez que uma investigação de um acidente de avião virasse um caso de polícia. Enquanto os familiares das vítimas tentam procurar uma resposta a cada novidade do caso que vai sendo divulgado pela imprensa internacional. As perguntas que são feitas como a depressão pode causar algo tão brutal como uma queda de um avião onde pobres inocentes pagam o preço de um destino cruel e horrendo.

O mesmo choque do caso Germanwings lembra o suicídio coletivo dos seguidores do pastor Jim Jones na Guiana em 1978. O fato de pessoas perderem suas vidas ao entregar a confiança a uma pessoa que não tem uma sanidade mental normal faz inúmeras questões sobre como podemos lidar com tais pessoas. A depressão não se trata de uma tristeza profunda que só pode ser controlada por medicação pesada. Temos que saber o aspecto social e humano de tal doença mental.

Na Alemanha, a depressão é associada a penúria. Ou seja, a falta de dinheiro para custear um longo tratamento com terapia e remédios que custam caro. O medo de ter o salário cortado pela metade em caso de ausência faz crer que Lubitz teria escondido a doença para a Germanwings por temer isso. Isso não inocenta alguém que já está morto cujo o corpo está irreconhecível nas montanhas francesas. A face dessa tragédia é ver os parentes das vítimas querendo uma investigação justa do que indenizações.

As equipes de resgaste estão tendo um árduo trabalho de reconhecer os corpos, recolher a fuselagem e os pertences das vítimas. A segunda caixa-preta que contém os dados de navegação do avião ainda não foi achada para corroborar a teoria de um suicídio feito por Lubitz. Mas o mundo que sempre ignorou uma doença mental exige explicações e uma complexa investigação para entender a mente doente de Andreas Lubitz. Isso vai exigir tempo e cautela para se evite novas tragédias nos céus deste planeta.

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