O fortalecimento do UMP

Neste domingo, os franceses foram as urnas para as eleições locais para eleger os administradores dos 101 departamentos (uma espécie de província ou estado) que dividem o país. Para a surpresa dos analistas políticos, o conservador UMP teve 32% dos votos neste primeiro turno seguido pelo Front National (25%) e o partido Socialista (23%). Isso se deve ao fortalecimento do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, que assumiu o comando da sigla em meio a uma crise interna que enfraquecia o mesmo.

Ao afirmar que não faria acordos com o Front National para o segundo turno que será nesse domingo. Sarkozy reforça o espírito de independência do conservadorismo francês. Somos testemunhas de um novo Sarkozy. Não estamos falando de um onipresidente em seus tempos de ocupante do Palais Elyseé. Nicolas reforça um discurso de uma nova direita francesa que renasce com promessas sensatas e uma alternativa ao radicalismo de extrema-direita do Front National e o socialismo do partido Socialista que vive as turras com uma economia com problemas.

Depois de tais resultados, muitos socialistas queriam a demissão do primeiro-ministro Manuel Valls por considerar que ele é muito a direita do que os demais membros do partido. Com o país se recuperando dos atentados de 7 e 9 de janeiro. Esperava-se uma boa performance da esquerda francesa. O que não ocorreu devido a lenta recuperação da economia local. Não se sabe por exemplo quem serão os pré-candidatos para as primarias presidenciais de 2016 ou se presidente François Hollande vai tentar uma reeleição em 2017.

Sarkozy está conseguindo unificar o UMP. Não se tem notícias de brigas internas como no ano passado. Mas principal problema são os inquéritos em torno do financiamento de suas campanhas presidenciais em 2007 e 2012. O ex-presidente acusa os magistrados de serem parte de uma instrumentalização política feita pelo governo socialista. As investigações ainda não terminaram e isso pode complicar uma eventual candidatura de Sarkozy para as eleições presidenciais de 2017, algo que sempre almejou desde de 2012.

No próximo domingo, os franceses irão as urnas pelo segundo turno das eleições locais. Isso vai exigir uma hábil campanha dos conservadores para conseguir uma vitória que qualifica o partido para o pleito presidencial de 2017. A missão de Sarkozy será de suma importância para o futuro político tanto próprio quanto do UMP. O desafio de representar o descontamento será feito votando em um partido moderado do que fazer um voto de protesto no Front National. Este é o grande enigma para o UMP e Nicolas Sarkozy.

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