Onde está o amor?

Em 2007, o jornal americano The New York Times publicou uma série de reportagens intitulada Modern Love (Amor Moderno). Eu não prestava atenção nessas matérias (queria imprimir os artigos de política internacional). Mas pensando nisso ao ver um amigo que era um porralouca prestes a se casar com uma colega minha dos tempos de ensino médio. Me pergunto onde está amor tão pregado nos cultos religiosos ou nos livros de autoajuda (que faço questão de não ler para preservar a minha inteligência).

Bem, eu vejo o amor quando os pais lutam pela filha de seus filhos quando li hoje a Folha de S.Paulo contando a história de um pai que pode ser despejado por não pagar a conta por custear o tratamento para uma filha que sofre uma doença rara. Isso lembra o esforço de minha mãe quando procurou ajuda para que este que vos fala pudesse ter uma vida normal graças a APAE e o esforço dela (Ela fica toda orgulhosa quando conta para as amigas que eu falo e escrevo em inglês e de sua luta pessoal).

Hoje, vemos um amor narcisista onde os corpos são mais valorizados do que os sentimentos. Quando vejo uma selfie de um marombado. Me pergunto se ele está procurando uma aceitação por uma sociedade de aparências ou é uma busca por autoconfiança através de um esforço descomunal em uma academia cuja a única vantagem é ver mulheres bonitas entre uma porção de açaí. Não rola um sentimento de um ajudar o outro sem ter aquela coisa estranha do capitalismo de coitadinho.

Minha busca pelo amor começou com os amores platônicos por amigas. Sempre tive uma paixão por aquela musa. Já enviei bilhetinhos românticos. Mas a desilusão não me fez um ser revoltado com a vida. Procurei aprender a viver sozinho antes de ter uma relação amorosa. Muitas vezes, fui questionado por meus colegas virtuais de ser um fraco por não bancar um machão. Sempre respondo a isso afirmando que sou assim mesmo. Tenho uma vida legal onde não sou um bundão que finge ser um podão.

Quando sou compreendido por uma ser do sexo feminino. Ganhei a batalha no qual os homens fingem entender o oposto com uma simples lida em um livro de cantadas estúpidas. Lembro de meu amigo Alberto, que tinha muito amor em seu coração e pelo próximo que virou um padre. Mas não vejo um mundo onde o amor vire uma doença mortal como foi descrita nos romances medievais ou no romantismo, onde o homem viveu em buscas de ideias e sentimentos. Pelo jeito, sou o último dos românticos.

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