Os cortes de Osborne

Hoje, o Reino Unido prestou atenção nas palavras do Chancellor of Exchequer (secretário de Finanças) George Osborne. Era o seu último orçamento antes das eleições gerais de 7 de maio. Pela primeira vez em cinco de governo. Ele anunciou cortes nos impostos nos preços de bebidas (como cerveja e whisky) e combustíveis e um aumento no preço de cigarros. Além de prometer reduzir o deficit fiscal até o fim da década por via de surplus (quando se economiza para pagar a dívida) e permitir o aumento dos gastos públicos alinhado com o crescimento da economia.

Entre as medidas anunciadas são:

  • relaxamento das regras do serviços previdenciários até abril de 2016 para permitir 5 milhões de pensionistas para trocar o pagamento anual em dinheiro.
  • Annual tax (devolução dos impostos) será eliminada e subtituída pelo digital tax accounts (pagamento digital dos mesmos).
  • Nova fiscalização sobre sonegação e evasão de impostos, no qual Osborne afirmou que aumentará em 3.1 bilhões de pounds.
  • Aumentar os juros de arrecadação de bancos para 0.21% para arrecadar 900 milhões de pounds.
  • Mais investimentos em zonas econômicas especiais como a construção de uma usina solar na região de Swansea.
  • Corte de impostos em torno 1.3 bilhão de pounds na exploração de campos de petróleo na mar do Norte.

Com tais medidas, os conservadores podem reforçar a visão de recuperar a economia britânica após a crise de 2008. Esse é o melhor momento de Osborne tendo as projeções de crescimento econômico acima da média dos países desenvolvidos nos próximos anos. O Chancellor sofreu muito quando o Reino Unido enfrentava uma recessão profunda em 2012. Mas desde de 2013, o país iniciou uma trajetória de ascensão econômica e ganhando confiança no mercado e na comunidade internacional.

Os liberais-democratas irão apresentar a sua versão do plano de corte de impostos e gastos públicos amanhã pelo secretário-chefe do tesouro Danny Alexander. Os trabalhistas vão defender um maior investimento público no NHS (sistema de saúde público local) como uma forma de angariar votos em uma eleição que promete ser a mais acirrada nos últimos tempos. Isso vai exigir uma ampla argumentação do shadow chancellor trabalhista Ed Balls que continua na questão do custo de vida.

A cena de um Osborne confiante ao empunhar a red box em frente ao Nº11 da Downing Street em um dia ensolarado em Londres reforça a convicção de uma briga dura entre conservadores e trabalhistas. Mesmo com a economia crescendo acima do esperado ou aumento de custo de vida para as pessoas que vivem de programas assistenciais do governo. Este é um momento onde o eleitor quer saber se o corte no imposto de bebidas pode permitir que tome uma rodada em um pub sob as benções de George Osborne.

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