A grande coalizão

Israel foi as urnas para escolher um novo parlamento. Mas tanto o Likud quanto a União Sionista obtiveram 27 assentos no Knesset. Enquanto o Yithzak Herzog prometeu dormir invés de negociar a formação de um novo governo. O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu se declarou como vitorioso. Mas essa precipitação tem que ser evitada dado o fato de não sabermos quantos assentos irão pertencer aos partidos centristas, islamitas, extrema-esquerda e extrema-direita. Isso será divulgado na manhã de quarta-feira.

Mas o fato de tanto Netanyahu quanto Herzog adotarem posturas diferentes reforça a impressão de que os israelenses querem um governo que atue nas questões militares e sociais. O presidente Reuven Rivlin pediu um governo de união nacional entre os dois partidos. Mas uma grande coalizão entre Likud e União Sionista não terá uma maioria suficiente no Knesset (precisa-se de 61 das 120 cadeiras no parlamento para formar um governo). Ambos teriam 54 a 55 assentos e precisariam de mais um partido para ter maioria.

Nas democracias parlamentaristas, é comum ter uma coalizão formada por partidos opostos do espectro político. Mas isso exige concessões de ambas as partes. Na Alemanha, um acordo entre os democratas-cristãos e sociais-democratas permitiu a formação de um governo. No Reino Unido, Liberais-Democratas e Conservadores governam o país desde de 2010 devido a nenhum partido atingir a overall majority (maioria clara para governar sozinho) nas eleições gerais daquele ano.

Neste momento, Netanyahu celebra a vitória do Likud. Mas será que ele poderá negociar um governo de coalizão. Isso exigirá uma postura conciliadora com os partidos de direita, centro e ultra-ortodoxos. Isso vai permitir a manutenção de uma política de linha dura com os palestinos como a rejeição da criação de um estado palestino ou a determinação de defender o isolamento do Irã na comunidade internacional com o provável apoio do congresso americano sob o domínio republicano que poderia vetar um acordo nuclear entre Estados Unidos e Irã.

A manhã de quarta-feira vai ser decisiva. Os partidos pequenos podem rejeitar o apoio a Netanyahu ou Herzog pode fazer um governo de coalizão com centristas e islamitas. A comissão eleitoral irá divulgar o resultado oficial com 95% dos votos apurados. Por mais que as pesquisas de boca de urna declaram um empate entre Likud e União Sionista. Ambos vão ter um duro trabalho de negociações para formar um governo de coalizão. Será que Netanyahu e Herzog estão preparados a fazer concessões?

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