O falcão Netanyahu e a pomba Herzog

Amanhã, Israel irá as urnas para escolher um novo parlamento. Mas hoje, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu anunciou que não irá permitir a criação de um estado palestino. Enquanto o líder oposicionista Yithzak Herzog, da coalizão de centro-esquerda União Sionista afirmou que vai melhorar as relações com os palestinos. Mas o governista Likud e a União Sionista podem eleger 21 e 25 parlamentares na votação de terça-feira. O fiel da balança é o partido centrista Kulanu liderado por Moshe Kahlon.

O falcão Netanyahu reforça seu discurso na questão militar. Ao dizer que não vai permitir a criação do estado palestino por que isso pode fortalecer o terrorismo e destruição de Israel defendida pelo grupo Hamas. Ele reforça a tradição dos primeiros-ministros linha dura que o país tinha nos anos 1980 e 1990. O último desta linhagem foi Yithzak Rabin, que foi assassinado por um extremista em 1995. Netanyahu tem uma tradição militar onde foi oficial das forças especiais das forças de defesa israelenses.

A pomba Herzog surgiu dos escombros do partido trabalhista e foi reforçada com o apoio da ex-ministra de relações exteriores e da justiça Tzipi Livni. A União Sionista tem um enfoque na questão social e na melhoria nas relações entre Israel e a Autoridade Palestina. A coalizão de centro-esquerda quer uma fronteira segura, mas abandona a retórica bélica adotada pelo falcão Netanyahu. As pesquisas divulgadas neste fim de semana reforçam a sensação de que a União Sionista possa formar um governo de coalizão.

Está eleição reforça a impressão de um Knesset muito fragmentado. Nenhum dos partidos poderá eleger os 61 parlamentares dos 120 assentos para governar com tranquilidade. Isso dá mais poder aos partidos centristas como Kulanu, de Moshe Kahlon e Yesh Atid, de Yair Lapid. Sem contar as coalizões ultra-ortodoxas como Jewish Home, de Naftali Bennett e a aliança entre grupos árabes, islamitas e socialistas como o Hadash liderado por Ayman Odeh, que procura bloquear a volta de Netanyahu.

Amanhã, os Israelenses irão as urnas para escolher um novo parlamento em um país fragmentado. O falcão Netanyahu e a pomba Herzog terão que ser hábeis para conseguir formar um governo de coalizão após o resultado oficial que será divulgado na noite de terça-feira. Isso exigirá um amplo apoio político e popular para as novas políticas que podem ser adotadas pelo futuro primeiro-ministro. Mas uma ave de rapina e um simples pássaro mensageiro irão duelar pelo o ninho sionista nos próximos dias.

PS: O Homo Causticus irá cobrir as repercussões das eleições israelenses ás 17 horas horário de Brasília.

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