As tiradas de Noel Gallagher

Se tem alguém no mundo do rock britânico cujas as tiradas são interessantes. Essa pessoa se chama Noel Gallagher. Ele tem boas músicas e um humor ácido contra aqueles que juga ser merecedores de seu veneno como o rapper americano Kanye West ou políticos como o líder do UKIP, Nigel Farage. Noel não poupa ninguém quando está de ovo virado. Mas quem conhece o Britpop sabe que Gallagher foi fundamental para a consolidação do movimento junto com seu irmão Liam quando tocavam juntos na banda Oasis.

As palavras de Gallagher são boas piadas sobre o mundo que vivemos. Comparar Farage a um palhaço ou dizer que preferia ter petróleo na veia do ouvir uma entrevista do vocalista do Arctic Monkeys, Alex Turner. Essas tiradas mostram que o politicamente correto não tem lugar na essência de Gallagher. Suas opiniões ácidas são necessárias em um mundo onde todo mundo se acha legal e tem que ser cordato com o próximo. A sinceridade parece distante das figuras públicas nesse tempo doido que vivemos.

Não é de se espantar de termos opiniões dilacerantes de Morrissey (The Smiths) ou Gene Simmons (Kiss) sobre a crise na indústria fonográfica. Temos uma safra de cantores medíocres que precisam de investimento invés de talento próprio. Ver um Kayne West invadindo o palco para discordar de uma premiação de Grammy em favor de Beyonce é ridículo. Parece um poodle do mundo do rap americano onde a ostentação e o desejo de ficar milionário produzindo músicas sem nexo é uma realidade.

No último álbum de Gallagher, Chasing Yesterday, as músicas soam tão bem. Muitos críticos especializados falam que é mais do mesmo. Mas percebe-se que Gallagher não perdeu a mão de fazer boas músicas como Riverman. O grande problema de um grande compositor como Noel é a regularidade de seu trabalho. Não dá para fazer obras-primas como Wonderwall toda vez que se faz uma composição de uma letra e melodia. Mas Chasing Yesterday vale a pena ser ouvido do começo ao fim.

Para os apreciadores de boa música como as feitas por Noel Gallagher. Temos uma salvação diante da mesmice do que ouvir uma produção do dj David Guetta (que não entendo como pode ser chamado de músico por apenas mexer em um programa de computador) ou a chatice da música pop tão defendida por Kayne West em seus deprimentes momentos de exibicionismo estúpido. Bem, prefiro um Gallagher sincero e fatal do que um rapper fraco e só faz besteira. Essa é a principal lição de Noel Gallagher.

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