Rio 450

Neste 1º de março de 2015, a cidade do Rio de Janeiro completa 450 anos. Outrora capital do território tupiniquim e atual paraíso das mulheres gostosas de biquínis minúsculos. Os cariocas não tem muito o que comemorar tanto por causa da violência dos morros e favelas quanto as obras urbanísticas para as Olimpíadas de 2016 tocadas pelo prefeito Eduardo Paes. Mas qual será o futuro deste vilarejo com seus contrastes e paradoxos que a população convive por ao longo deste tempo.

A cidade onde a favela encantou o asfalto com o samba e o funk. Mas se assusta quando tem um simples arrastão em Ipanema. Os políticos sempre fizeram um populismo medíocre para angariar mais votos. Hoje, o Rio de Janeiro virou um palco do duelo entre traficantes e milicianos. O carnaval tão celebrado pelas escolas de samba foi esquecido e virou uma peça publicitária onde a Beija-Flor vence a competição com um enredo louvando a ditadura de Guiné Equatorial ou homenageando um contraventor.

O Rio de Janeiro vive uma era da aristocracia enrustida. Os intelectuais da zona sul que sempre tem críticas aos reacionários paulistas, mas sempre dependem da ajuda do porteiro cearense. Isso não permite uma evolução cultural. A cidade virou uma Hollywood por causa dos artistas da TV Globo. Tanto que vemos as fotos deles em lugares públicos como as praias ou um algum barzinho descolado onde as conversas sempre giram sobre aquela dieta do que sua atuação na novela das 9.

Sempre tem uma nostalgia dos tempos de capital do império e da república. Mas a cidade precisa sair da armadilha do passado para pensar no futuro. Não estou falando de programas coniventes com os interesses escusos. Penso que o Rio deveria olhar para frente se quiser se manter em um cartão postal mundial. Enquanto o mundo é rock n’ roll, o carioca é uma bossa nova chata pra burro onde os intelectuais da zona sul admiram como forma de cultura sofisticada para gringo ver e ouvir.

No momento que a cidade completa 450 anos. O Rio de Janeiro exige uma profunda reflexão sobre seu futuro. Não queremos saber do artista global ou da violência dos morros. O carioca quer uma cidade onde os transportes públicos sejam eficientes, a baía do Guanabara seja despoluída a tempo para as Olimpíadas de 2016. Isto exige uma ampla fiscalização do poder público. Quando o Rio de Janeiro completar 500 anos, assim a população terá orgulho desta terra tão cantada quão criticada.

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