As reformas gregas

Hoje, o Eurogrupo (entidade que representa os países da Europa que tem o Euro como sua moeda) aprovou o plano de reformas da Grécia. A entrega da minuta foi adiada dado as concessões feitas por Atenas em questões essenciais como o sistema de bem-estar social e as reformas para dinamizar a economia. O novo governo comandado pelo partido anti-austeridade Syriza prometeu fazer o que for necessário. Tanto que atual pacote de resgate foi estendido por quatro meses para sanear as contas públicas.

O plano grego consiste:

  • Combater a corrupção
  • Manter o sistema de bem-estar social para salvar o país de uma crise humanitária, mas sem aumentar os gastos públicos.
  • Cortar o nº de ministérios de 16 para 10.
  • Reforma no funcionalismo público para evitar cortes de salários
  • combate a evasão fiscal
  • Não terá mais privatizações, mas manter os processos em andamento
  • Reformas no setor previdenciário
  • Nenhum aumento repentino no salário mínimo pelo governo.

A proposta foi aprovada pelo Eurogrupo. Agora, os parlamentos nacionais dos países-membros terão ratificar o acordo. Podemos dizer que Syriza teve que fazer concessões. O temor da falta de caixa no setor bancário preocupou o novo governo. No sábado passado, o primeiro-ministro Alexis Tsipras afirmou em um pronunciamento a nação que a batalha foi vencida, mas a guerra ainda não terminou. Isso pode ser interpretado como um recuo de Atenas diante de um cenário adverso.

Ainda por cima, a proposta foi vista com cautela pela troika União Europeia (UE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI). O triunvirato supervisiona as contas públicas gregas desde 2010. A vitória do Syriza foi aprovação dos termos da crise humanitária como a manutenção do serviço público de saúde livre de pagamentos para uma população cujo o custo de vida aumentou drasticamente após a crise. Os gregos podem estar aliviados neste momento decisivo em suas vidas.

Os próximos meses serão profunda importância. Um novo acordo precisa ser negociado até junho quando o pacote de resgate estiver com o prazo de validade vencido. UE, BCE e FMI terão uma batalha intensa diante de um governo que não admite que a austeridade possa punir uma população incapaz de pagar as suas contas. O funcionalismo público e os aposentados estão ansiosos pelo futuro de seus salários e pensões. Será que teremos um mar revolto em Atenas até junho de 2015 ou não?

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