Como acompanho os esportes?

Cricket é um esporte essencial britânico. Onde um simples ser tem que derrubar os stumps para ganhar o jogo. Na minha vida como jornalista esportivo. Tinha que lidar com os esportes distantes e diferentes do nosso popular futebol. Eu nunca me interessei pelo esporte bretão por achar uma chatice. Eu pensava que nosso país precisava romper o pensamento monoesportivo. Tinha que fazer este trabalho de informar sobre o mundo dos esportes o que estava acontecendo em outras partes do planeta.

Comecei acompanhando o cricket. Depois me interessei por outros esportes como rugby, automobolismo, basquete, futebol americano e afins. Mas o Brasil não tinha uma estrutura para ter um jornal esportivo como o diário francês Le Equipe. Isso exigiria uma ampla formação de público e de jornalistas que possam entender destas modalidades esportivas. O que tínhamos era o velho telex com os informes da agências internacionais de notícias. Isso nos limitava no trabalho que sempre almejava.

Com a leva de exilados pelo regime militar. Comecei a articular a criação de um jornal com estes meus amigos que estavam em problemas com o governo autoritário e que não permitia a polêmica ou a discussão. Queria ter um jornal que tratasse de vários esportes sem ter o pachequismo de nossa república de bananas. Apesar de termos uma geração fantástica no futebol. Mas sentia que o torcedor queria mais do que uma simples crônica sobre um jogo qualquer do escrete canarinho.

Mas este meu sonho distante precisava ser realizado. Quando o jornal O Mundo me pediu para ser o editor-chefe do caderno de esportes. Comecei a montar uma equipe que não focasse apenas o futebol. Tinha que expandir os horizontes do leitor sobre o mundo esportivo. Isso exigiu a boa vontade dos correspondentes que estavam em várias partes do mundo para poder ter bons textos para os leitores sobre as 500 milhas de Indianapolis até o final do torneio de tênis de Wimbledon.

Este trabalho teve a grande colaboração de uma equipe determinada e comprometida. Eles entenderam a minha ideia e corremos atrás. Tenho um orgulho de ver que meus esforços no foram em vão. O leitor poderia acompanhar os detalhes da Rugby Union ou as batidas da Daytona 500. Nós saímos da campo monoesportivo para entrarmos no mundo do esportes globalizados. Sinto que o meu desejo de acompanhar os esportes no planeta foi realizado para o bem do nosso leitor.

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