SNL 40 e o humor brasileiro

Domingo passado, os americanos assistiram a edição de 40 anos do programa de humor Saturday Night Live. De um grupo de redatores underground se tornou um fenômeno do mainstream onde políticos e celebridades participam de suas piadas sem o menor constrangimento (coisa rara no Brasil onde os famosos processam humoristas por nada). Eu vi o episódio pela internet e fiquei rindo como nunca na minha vida. Os textos são inteligentes e engraçados, algo raro de ser no território tupiniquim´.

Um dos grande trunfos do SNL é revelar grandes talentos aliado ao fato de ter bons roteristas. Sketchs como Wayne World (cujo o filme teve o estúpido título traduzido de quanto mais idiota melhor), The Blues Brothers e o Weekend Update mostra a vitalidade de humor de primeira linha. Durantes estes 40 anos, eles tiraram sarro de presidentes americanos como Gerald Ford, Richard Nixon, Jimmy Carter, Ronald Reagan, George H. W. Bush, Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama com muito sarcasmo.

O humor brasileiro é uma chatice sem tamanho. Ver um programa como Ta no ar, a tv na tv (Rede Globo) é uma perda de tempo. Você rir de uma piada deles é como glorificasse a produção tosca de roteiristas que sempre ficam traduzindo as falas de Jerry Seinfeld para ver se copiam dos americanos. Isso é deprimente para a geração atual de telespectadores que fica acostumado ao humor da bunda e dos bundões. Será que tais especialistas do riso entendem que o povo quer rir e não teorizar sobre o limite do mesmo.

Mas como estes seres inteligentes não entendem uma virgula de piadas bem redigidas. Este que vos escreve precisa recorrer a outras fontes de humor politicamente incorreto e inteligente para rir como os britânicos (excelentes em humor negro e afins) ou a astúcia dos hermanos (recomendação do meu amigo Ramon Mendes). Não queremos aquele idiota que quer fazer uma piada no modo stand up. Mas isso é pedir muito para tais incompetentes. Será preciso uma terapia de choque para ver estas bestas produzirem um bons textos.

Ver o Saturday Night Live foi um modo de ver que bom humor não é uma coisa produzida para as elites. Precisa ser provocativo, ácido, popular e sarcástico com o mundo estúpido que vivemos. Temos que combater estes idiotas ou das patrulhas do politicamente correto para rirmos de nós mesmos (coisa que brasileiro não faz por causa da síndrome do malandro não reconhecido). Será que este que vos fala precisa passar um trator por cima dessa estupidez? Bem, vou fazer isso no dia em que a mediocridade for tamanha. Mas temos o SNL como o sinal da esperança contra a babaquice dos bundões.

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