O Mito Churchill – Parte 4

O Reino Unido estava enfrentando a pior fase do conflito com os nazistas. Mas uma reviravolta aconteceu em dezembro de 1941. A decisão dos Estados Unidos de declarar guerra a Alemanha, Itália e Japão deu um sinal de esperança para Churchill junto com a inesperada invasão alemã a União Soviética em junho daquele ano. Agora, o Reino Unido tinha duas superpotências ao seu lado para enfrentar Adolf Hitler e sua megalomania. Era um desejo de um velho lobo do mar que queria preservar o império.

Com este reforço, Churchill poderia lutar em igualdade contra Hitler. Mas perdia a liderança do países aliados. Para o primeiro-ministro, o dever de proteger e preservar o poder do império britânico era importante. Os Estados Unidos ajudaram as tropas britânicas a derrotar os soldados italianos no norte da África com suprimentos. Os soviéticos tinha o fator inverno para reverter a vantagem da máquina de guerra alemã. Vários exilados de países ocupados pelos alemães como França e Polônia colaboravam com o esforço militar aliado.

A vitória em El-Alamein foi importante para Churchill. Os britânicos sabiam da capacidade de seu primeiro-ministro em liderar um país em uma guerra cruel. O Reino Unido teve que ajudar a liderança americana na figura do general Dwight Eisenhower como comandante supremo das forças aliadas enquanto o Marechal Zhukov liderava a reação soviética no leste europeu. Tanto que o Dia D foi planejado de forma meticulosa para garantir uma segunda frente de batalha no continente europeu.

Hitler teve o erro de uma guerra em duas frentes. Churchill tinha uma posição menor perante o presidente americano Franklin Roosevelt e o líder soviético Joseph Stalin além de enfrentar a rebeldia do líder da França Livre, general Charles De Gaulle. Está equação era difícil de ser solucionada. Mas a vontade de derrotar os nazistas era tanta que todo qualquer esforço era válido. Neste tempo de reviravoltas, o primeiro-ministro britânico estava mais confiante em uma eventual vitória aliada.

Isso aconteceu quando as tropas aliadas derrotaram os alemães em 8 de maio de 1945. O dia da vitória foi celebrado com muita festa em Londres. Os anos de privação e sofrimento dava lugar a uma alegria nunca antes vista. As comemorações na capital britânica mostravam um Reino Unido agradecido pelo esforço de seus soldados e do primeiro-ministro Winston Churchill. Era o grande momento para um premiê que foi honesto com a população e que pode celebrar os louros de seu feito estupendo de liderar uma nação em guerra.

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