O escândalo HSBC

O Reino Unido está sendo cenário de mais um escândalo financeiro. O programa de tv Panorama (BBC One) denunciou a atuação do banco HSBC. A instituição é acusada de fazer manobras contábeis como o tax avoidance (transferências de grandes remessas de dinheiro sem o pagamento de impostos para paraísos fiscais) e evasão de divisas feito pela filial suíça da mesma. Isto envolvia 106 mil contas de clientes estrangeiros de mais de 203 países. Uma denúncia sem precedentes na história britânica.

A Suíça é conhecida por sua rigorosa lei de sigilo bancário. Mas desde do fim da crise financeira de 2007/2008. Os bancos suíços e as instituições financeiras que tem filiais no país passaram ter um crivo maior dos órgãos reguladores. Isso permite descobrir uma ampla rede de atividades ilegais feitas pelos mesmos. A investigação do HSBC mostra que provar um esquema de transferência de remessas que não despertasse as suspeitas das entidades fiscalizadoras é muito complicado dada a complexidade da operação.

Desde da descoberta da manipulação da taxa Libor (taxa de juros de empréstimos interbancários feita na bolsa de valores de Londres e usado como referência em outros mercados financeiros); feito pelo banco britânico Barclays em 2013 mostra que as instituições financeiras não aprenderam a lição. Os governos terão que reforçar as leis de crimes financeiros e contra a economia popular. Tanto que o governo foi acusado em não fazer uma ampla investigação quando o caso foi descoberto em 2008.

Isso foi tema de uma intensa troca de farpas entre o primeiro-ministro conservador David Cameron e o líder da oposição trabalhista Ed Miliband durante a sessão semanal de perguntas ao premiê feito pelo parlamento. Ambos acusaram um ao outro por falhas no caso HSBC. Cameron e Miliband travam um duelo sobre como as grandes empresas serão punidas por cometerem crimes financeiros. A City London prefere o premiê Tory do que o rebelde Red Ed e suas propostas pouco amistosas ao mercado.

Os bancos britânicos como Barclays, HSBC, RBS, Lloyds e TSB sofrem com a imensa perda de credibilidade no mundo financeiro. Como um cliente comum vai depositar o seu dinheiro, guardar as suas economias ou fazer um investimento a longo prazo se tais instituições pecam em respeitar as leis em virtude de ajudar os grandes peixes que detém milhões investidos em contas secretas na Suíça ou em algum paraíso fiscal distante onde o simples mortal nem teria chance de poder fazer uma viagem a tais destinos em vida finita.

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