Peter Greste e Kenji Goto

Nestes últimos dias, dois jornalistas tiveram destinos diferentes. O correspondente do serviço inglês do canal de notícias árabe Al Jazeera, o australiano Peter Greste foi deportado do Egito após cumprir um ano de prisão por ter divulgado notícias contrárias ao governo. Enquanto o japonês Kenji Goto foi assassinado por um militante do grupo terrorista Estado Islâmico. Greste e Goto faziam aquilo que é dever de um jornalista, o ato de informar e dar voz para o outro lado como o EI ou a Irmandade Muçulmana.

Peter Greste foi preso em 2013 junto com dois produtores da Al Jazeera, o egípcio Baher Mohamed e o canadense Mohamed Fahmy por estarem ao lado do grupo islamita Irmandade Muçulmana. No ano passado, Greste e seus colegas foram condenados a 7 anos de prisão. A Al Jazeera lançou uma campanha internacional na internet exigindo a libertação de seus jornalistas. A deportação de Greste ocorre ao menos de 400 dias de sua detenção e ele afirmou que não irá descansar em libertar seus amigos.

Kenji Goto sempre trabalhou para informar sobre o mundo em caos para as emissoras de TV japonesas. Ele abriu uma produtora em 1996 e iniciou a sua jornada de correr atrás de histórias em condições adversas como o tsunami no oceano índico. Goto queria relatar a dura realidade das pessoas mais sofridas neste tipo de acontecimento como os pobres, mulheres, idosos e crianças. Sua missão de ir a Síria para informar aos japoneses sobre guerra civil que já dura quatro anos.

Greste e Goto são o verdadeiro significado da palavra jornalismo. Eles sempre estão nas trincheiras com a obrigação de informar o público sobre o que está acontecendo neste mundo tão complicado. Goto foi decapitado porque queria dar voz a aqueles que não tinham voz enquanto Greste foi preso por procurar informações sobre o momento delicado que vive o Egito. Ambos deveriam ser homenageados por sua coragem de correr atrás da notícia como um dever de ajudar a entender este planeta.

Greste será recebido com festa quando chegar a Austrália enquanto a família de Goto está em luto e não tem como reaver o corpo do jornalista que está em mãos de um grupo terrorista que não tem piedade por seus prisioneiros. Este é um do momentos que os jovens jornalistas procuram alguma razão para continuar neste trabalho tão cansativo. O exemplo dado por Kenji Goto e Peter Greste são uma bela justificativa de continuar no dever de informar o planeta sobre os fatos que o público quer saber.

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