As memórias do Holocausto

Em 27 de janeiro de 1945, as tropas soviéticas libertaram os prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz. O exército vermelho iniciou uma reação militar no front oriental. Mas quando chegaram a Polônia e principalmente a Auchwitz, logo perceberam o horror provocado por mortes de judeus e não-arianos que eram feitas de maneira industrial. O nazismo estava fazendo um genocídio sem precedentes na história da humanidade. A solução final para a questão judaica caia por terra por avanço dos aliados.

Quando Auschwitz foi liberada por soldados soviéticos. O estrago já estava feito. O campo de concentração funcionava como um matadouro de judeus, ciganos, não-arianos e prisioneiros de guerra. O sonho de Hitler de ter uma sociedade pura e sem miscigenações quase virou uma realidade. Mas porque este tragédia não foi evitada antes? A questão é que os aliados não tinham a noção da perseguição daqueles que não eram desejados pelos nazistas. Quando as tropas aliadas chegaram a Alemanha em 1945, ficaram surpresos.

Os aliados ficaram preocupados com a questão militar do que o genocídio humano. Mas quando liberaram os prisioneiros dos campos de concentração. Eles viram pessoas desnutridas e precisando de cuidados urgentemente. Eles não sabiam o que era respeito diante das atrocidades feitas pelos oficiais nazistas. A visão de Hitler estava se concretizando na forma mais brutal possível. As câmaras de gás e os fornos industriais eram um ponto onde a crueldade foi sistematizada e as mortes eram simples números a serem registrados em relatórios da SS.

Os aliados fizeram filmes sobre tais campos como uma forma de propaganda do esclarecimento sobre os atos nazistas para a população alemã ter consciência sobre o horror perpetrado por pessoas que só pensavam no ideal ariano. Está visão de culpa sobre não ter feito nada para impedir tal tragédia fez que Alemanha iniciasse um processo de reconciliação com o passado e pedindo perdões aos judeus por terem sido seus ceifadores da morte certa. Tanto que a Alemanha indenizou Israel com 11 bilhões de marcos nos anos 1960.

Hoje, o mundo lembra daqueles que perderam a vida na máquina da morte por não representar um ideal criado por um líder cego em suas ideias e na carnificina. Auschwitz nos traz está lembrança de que atrocidades podem ser feitas em qualquer lugar do mundo sob a legitimidade de criar um novo ser humano a partir de uma ideologia e suas nefastas consequências. Este é um momento de reflexão para aqueles que sempre defenderam um mundo plural e fazem questão de preservar isso como uma forma de sobrevivência e resistência as loucuras humanas.

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