Deflaçãofobia

Quando a economia vê uma queda de preços de produtos e serviços que não acompanha o ganho real do poder de compra de uma população. Isso é chamado de deflação. Muitos países viveram isso. O exemplo cabal disso é o Japão pós-crise financeira de 1987. O governo não fez reformas que criasse um equilíbrio das contas públicas mais um setor privado que pagasse suas dívidas acumuladas ao longo dos anos de euforia e farra. O Japão viveu uma década perdida nos anos 1990 até a volta da política de estímulos econômicos do premiê Shinzo Abe, o Abenomics.

O medo da deflação ronda a Europa. Os países-membros da Eurozona estão sofrendo com isso dado o fato de suas taxas de desempregos são muitos altas como Espanha e Grécia ou a economia está em um ritmo lento de crescimento no caso da Alemanha. Desde do começo do ano, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi vem propondo um programa de estímulo econômico. Mas isso é rejeitado pela Alemanha, que defende que as nações europeias arrumem a casa na questão das dívidas internas e deficit fiscal.

O Quantitative Easing feito por Estados Unidos, Reino Unido e Japão teria muitos problemas legais porque o BCE não tem está prerrogativa. Mas uma decisão da corte europeia de justiça permite o uso do OMT (Outright Monetary Transactions). Este plano permite o financiamento das economias do velho continente via a compra de títulos da dívida destes países pelo Banco Central Europeu. Mas a oposição da Alemanha a está operação financeira vem do fato que os governos ainda não colocaram a casa em ordem como reformas no sistema de aposentadorias e trabalhista.

Mario Draghi terá que convencer os alemães usando o argumento da deflação. Se um europeu comum tem um salário baixo para um custo de vida que perde valor, mas mesmo assim se mantém caro. A deflação está agindo de forma a corroer o poder de compra. Mas como estimular os governos a investirem em infraestrutura ou o setor privado no mercado do velho continente em um cenário tenebroso. Mesmo com o anúncio de plano de investimentos pelo presidente da comissão europeia, Jean-Claude Juncker, a Europa não sai do atoleiro.

A chanceler alemã Angela Merkel terá que ser convencida a apoiar a estratégia de Draghi para conter a deflação. Isto vai exigir uma ampla argumentação que afirme que o OMT não vai prejudicar as contas públicas dos países endividados da Eurozona como Grécia e Espanha. Este cenário tenebroso pode prejudicar a Alemanha no longo prazo. Mas o europeu comum se pergunta como o OMT poderá ajudar na sua vida. A resposta será quando a economia tiver uma inflação controlada e tal ser poder ter um custo de vida simples e que cabe no bolso.

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