Haiti e seus problemas crônicos

12 de janeiro de 2010, o mundo ficou horrorizado com um terremoto em um país caribenho. O tremor que atingiu o Haiti deixou mais de 300 mil mortos, pessoas desalojadas e uma certa desesperança na população local. A atual crise política enfrentada pelo presidente Michel Martelly onde tenta governar por decreto até as eleições no ano que vem. A oposição está protestando contra Martelly e exigindo a sua renúncia por acusações de corrupção e abuso de poder por ter antecipado a eleição tanto do senado quanto as votações locais.

Se há cinco anos atrás, o país vivia o caos humanitário além de uma comoção mundial onde as celebridades fizeram campanhas para arrecadar fundos. Mas passado todo este tempo. O problema ainda persiste. Não foi feito um plano de reconstrução sério que abandonasse a ideia de um Haiti pobre e pedindo esmolas ao mundo. As conferências internacionais ficaram só nas promessas e poucos atos cumpridos. A população não acredita nos políticos que vivem brigando desde do fim do terremoto.

O acordo entre governo e oposição em que permitia a realização das eleições antecipadas está sendo contestado por ambos os lados. Martelly pede que os opositores parem de protestar. Mas isso não estava na minuta do mesmo. A questão que o plano de Martelly foi mediado pelos embaixadores dos Estados Unidos, União Europeia e Canadá. Tais países e entidades ainda tem apoiado o presidente como a única garantia de fornecer recursos para a demorada reconstrução do país.

Martelly foi eleito em 2011 como a esperança de mudanças no país marcado pela corrupção e os desmandos dos ditadores Papa Doc e Baby Doc ou a paranoia do presidente Jean-Bertrand Aristide. Mas as frequentes trocas de primeiro-ministros ao longo de seu mandato além da antecipação das eleições locais e para o senado criou uma rusga com a oposição de esquerda. Os protestos no país continuam desde do segundo semestre de 2014. O acordo de domingo foi uma tentativa de acalmar a situação.

O Haiti não merecia viver uma situação tão grave como essa. O terremoto de 2010 mostrou que o mundo pode se unir para ajudar um país tão carente de estrutura institucional, forças de segurança e com problemas crônicos como a corrupção e os desmandos dos líderes locais. A população quer uma solução para seus problemas que o governo e a oposição não tem como responder em uma situação normal. O Haiti vive o males de um país sem instituições e serem gente para tirar o mesmo dos escombros de cinco anos atrás.

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