A marcha e o herói muçulmano

Hoje, a França deu um exemplo ao mundo. Invés de perseguir uma etnia por causa de preconceito tolo. Os franceses se uniram para manifestar o desejo de união. Nunca antes na história da quinta república francesa, mais de um milhão de pessoas atenderam o pedido do presidente François Hollande e foram as ruas de Paris para pedir paz depois dos ataques ao jornal satírico Charlie Hebdo na quarta-feira e a um supermercado judaico na sexta-feira. Mas surge heróis em meio a está tragédia.

Está a história de Lassana Bathily, que foi capaz de salvar 6 pessoas da barbárie do supermercado Hyper Cacher. Ele é francês de origem malinesa muçulmano. Aos 24 anos, ele conduziu os reféns a um refrigerador do estabelecimento. Assim, pode ir a um elevador de carga para escapar e dar detalhes a polícia sobre o sequestrador. Isso foi de suma importância e permitiu uma ação policial bem planejada. Bathily deu entrevista a tv francesa de forma relutante. No twitter, os usuários pedem um reconhecimento pelo esforço heróico de Bathily.

A marcha republicana organizada pelo governo francês mostrou ser um evento em que os radicais perderam a voz diante da sabedoria da moderação. A passeata teve com a presença de 40 líderes mundiais como a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente do governo espanhol Mariano Rajoy, o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi e o premiê britânico David Cameron. A manifestação foi capaz de unir mandatários antagônicos como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o líder palestino Mahmoud Abbas.

A marcha é histórica ao ver que o radicalismo perdeu a sua voz de anarquia e deu lugar ao momento de reflexão sobre o mundo que vivemos. Os pedidos de mudanças nas leis de imigração para conter a livre circulação de terroristas pode ter o significado de derrota. Mas os franceses querem que suas liberdades sejam preservadas como uma forma de derrotar o terrorismo através das palavras. As famílias das vítimas foram cumprimentadas por Hollande pessoalmente durante a passeata.

O terrorismo está perdendo a batalha quando o Charlie Hebdo anunciou que não irá recuar em suas críticas ou na marcha que reuniu mais de um milhão de pessoas em Paris. A população francesa se uniu de tal forma que a sensação de medo deu lugar ao sentimento de resistência. O triunfo desta passeata é que os franceses querem um país melhor e unido contra a barbárie. A homenagem aos mortos feita pelo simples gesto de carregar uma caneta mostra que o mundo está disposto a derrotar isso e agradecer a Lassana Bathily pela coragem em um momento tão díficil.

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